O mundo acordou hoje com a triste notícia do falecimento de Stephen Hawking aos 76 anos. Físico teórico e cosmólogo, esse gênio britânico ajudou a entender a origem do Universo e o papel dos buracos negros. Para quem desconhece, Cosmologia é a Ciência que estuda o Universo na sua origem, estrutura, evolução e composição.

Neste universo em transformação profunda, recentemente o Brasil recebeu a visita do economista e engenheiro alemão Klaus Schwab, criador do Fórum Econômico Mundial, em 1971.

Sua visão dos tempos atuais e futuros deveriam ser observadas com atenção por governantes e educadores deste país tão desigual, país que parece flutuar ao sabor de fantasias e conivência com a mediocridade.

Com propriedade, destaca que “educação tecnológica, paridade de gênero e inclusão social são questões de sobrevivência econômica.” Parece, ainda, enviar um recado àqueles que desconhecem a nova realidade em que vivemos quando afirma que “capitalismo e socialismo são ideologias criadas no contexto da primeira Revolução Industrial (século XVIII)”.

E mais: “a Quarta Revolução Industrial chegou com linhas divisórias nítidas entre os que querem defender o passado e aqueles que querem se preparar para o futuro.” A sociedade brasileira bem poderia – deveria – ponderar, seriamente, sobre este lúcido pensamento.

Afinal, convivemos com um sistema educacional ultrapassado. Em tempos de profundas transformações sociais e com a IA (Inteligência Artificial) se desenvolvendo exponencialmente, nossa inclusão social está muito aquém da dignidade devida. Governo e sociedade civil parecem estar divorciados de uma realidade que salta aos olhos: a geografia política mundial está a mudar em ritmo nunca visto.

Existe um claro redesenho no tabuleiro ocupado pelas potências atuais com reflexos ainda imprevisíveis para os excluídos.

Neste contexto, o futuro deste país encontra-se diante de uma encruzilhada: ou criam-se condições de desenvolvimento para que todos tenham as mesmas oportunidades ou estaremos – enquanto país desenvolvido social e economicamente – fatalmente fadados a sucumbir no universo dos excluídos.