Estamos vivendo dentro de um caldeirão transbordante de violência, descaso absoluto pelo próximo, educação formal e informal em decadência. Talvez tenha sido sempre assim, mundo afora e desde tempos imemoriais, mas – com a socialização da informação – a transparência tem sido cristalina.

A janela escancarada da realidade exibe – pela imprensa e redes sociais – o mundo como ele é e está, sem retoques nem maquiagem. Cada país expõe, ainda que involuntariamente, seus intestinos sociais, políticos, econômicos, levando a aldeia global a conviver com a crueza da insensatez.

As exposições se repetem como “replays” de cenas já vistas, repetidas, se inserindo em nosso cotidiano como a anestesiar sentimentos e sensibilidade. E o protagonismo não se limita ao barbarismo no Rio de Janeiro e penitenciárias Brasil a dentro.

Está presente em guerras, pobreza, repressão política e religiosa, em travessias clandestinas de migrantes que buscam a sobrevida em terras distantes, em atentados a homens e mulheres que lutam por causas justas – visando a liberdade de expressão, igualdade racial e de gênero. Mundo afora!

Por aqui, a corrupção já se revelou até nas entranhas da igreja católica. Corrupção que, pasme-se, abrigou em Goiás um bispo, quatro padres e onze pessoas ligadas à Cúria Diocesana. O rombo: 2 milhões de reais.      

Perde-se a confiança nas instituições, nos seus semelhantes, na lisura da indústria e comércio, nas administrações de entidades assistenciais (por falta de transparência), na qualidade dos medicamentos vendidos nas farmácias.

Por que será que a ética, os valores, a confiança, a boa fé e a segurança de conviver em sociedades de perfis tão desiguais, vem sendo contaminadas de forma disseminada em culturas e etnias tão distintas? 

O mundo ficou menor criando facilidades para comunicação entre as pessoas. Mas ao invés de aproximá-las criou-se um vácuo. E como o som não se propaga nesse meio o entendimento parece ter ficado comprometido. Ninguém ouve ninguém.

Mas um olhar atento percebe que – não por acaso – crescentes gerações de superdotados estão surgindo, em todos os cantos do planeta, nas ciências e nas artes; todas passíveis de – chegado o momento – transformarem o modo e o significado de existir.

Existe uma luz no fim do túnel.