Semana passada, em minha coluna no jornal e site na internet, escrevi com veemência – “Pense fora da caixa” – sobre o momento que o país vem atravessando. Desde o início da Operação Lava Jato – em realidade desde o Mensalão, nos idos de 2005 e 2006 – a Justiça brasileira vem se constituindo em um baluarte contra a corrupção entranhada nos intestinos da política e de grandes empresas.    

A partir de então, o país começou a tomar conhecimento da existência de uma Polícia Federal independente, do que significa um STF – Superior Tribunal Federal -, um MPF – Ministério Público Federal -, e arrombamentos dos cofres públicos por políticos e poderosos empresários acima de qualquer suspeita. Uma verdadeira aculturação – ainda em processo de desenvolvimento – que pode fazer deste país uma potência econômica e de justiça social.

Estamos nos minutos finais de um jogo – ou briga de cachorro grande – de prognóstico indefinido. Mas ainda com tempo para virar. Momento da “galera” se fazer presente, estimular, persistir, confiar no placar final – apesar das faltas duras e fora das regras. Nada de “ganhar no grito” dentro de campo. Nem fora dele! As regras são claras para todos e compete à torcida aplaudir, ou vaiar. É ela (144 milhões de eleitores) quem comanda o espetáculo! E, por que não, ficar de olho no árbitro – protestando democraticamente, se for o caso – contra eventuais decisões arbitrárias?  

Os problemas e dificuldades enfrentados pelo país são bem menores que aqueles enfrentados pelos mais e menos desenvolvidos. Não disputamos a supremacia militar e nuclear, não sofremos sob o tacão do autoritarismo despótico, desconhecemos o drama da seca e da fome sem fim, não compactuamos com o espírito de guerra fratricida, étnica – apesar de ainda termos um caminho a percorrer pela igualdade e reconhecimento racial. Somos, por natureza, um povo pacífico.

Convém lembrar que nossa dimensão continental e riqueza natural – jamais encontrada em qualquer outro país – nos avalizam a sermos protagonistas e não mais coadjuvantes no cenário global. Temos muito a concretizar. Já as potências mundiais, exaurindo suas riquezas, tornam-se cada vez mais dependentes para poder enfrentar suas necessidades socioeconômicas (e militares) neste mundo globalizado.

O Brasil – sanadas as dificuldades enraizadas há séculos – merece estar presente em qualquer linha de frente. Condição: fazer a lição de casa, de História. Aprender que nos últimos dois séculos – mundo afora – o caminho da prosperidade tem sido a prioridade no investimento maciço em Educação – pilar do desenvolvimento e bem-estar social. Pode conferir!

Hora de virar o jogo.