PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Hora de virar o jogo

Semana passada, em minha coluna no jornal e site na internet, escrevi com veemência – “Pense fora da caixa” – sobre o momento que o país vem atravessando. Desde o início da Operação Lava Jato – em realidade desde o Mensalão, nos idos de 2005 e 2006 – a Justiça brasileira vem se constituindo em um baluarte contra a corrupção entranhada nos intestinos da política e de grandes empresas.    

A partir de então, o país começou a tomar conhecimento da existência de uma Polícia Federal independente, do que significa um STF – Superior Tribunal Federal -, um MPF – Ministério Público Federal -, e arrombamentos dos cofres públicos por políticos e poderosos empresários acima de qualquer suspeita. Uma verdadeira aculturação – ainda em processo de desenvolvimento – que pode fazer deste país uma potência econômica e de justiça social.

Estamos nos minutos finais de um jogo – ou briga de cachorro grande – de prognóstico indefinido. Mas ainda com tempo para virar. Momento da “galera” se fazer presente, estimular, persistir, confiar no placar final – apesar das faltas duras e fora das regras. Nada de “ganhar no grito” dentro de campo. Nem fora dele! As regras são claras para todos e compete à torcida aplaudir, ou vaiar. É ela (144 milhões de eleitores) quem comanda o espetáculo! E, por que não, ficar de olho no árbitro – protestando democraticamente, se for o caso – contra eventuais decisões arbitrárias?  

Os problemas e dificuldades enfrentados pelo país são bem menores que aqueles enfrentados pelos mais e menos desenvolvidos. Não disputamos a supremacia militar e nuclear, não sofremos sob o tacão do autoritarismo despótico, desconhecemos o drama da seca e da fome sem fim, não compactuamos com o espírito de guerra fratricida, étnica – apesar de ainda termos um caminho a percorrer pela igualdade e reconhecimento racial. Somos, por natureza, um povo pacífico.

Convém lembrar que nossa dimensão continental e riqueza natural – jamais encontrada em qualquer outro país – nos avalizam a sermos protagonistas e não mais coadjuvantes no cenário global. Temos muito a concretizar. Já as potências mundiais, exaurindo suas riquezas, tornam-se cada vez mais dependentes para poder enfrentar suas necessidades socioeconômicas (e militares) neste mundo globalizado.

O Brasil – sanadas as dificuldades enraizadas há séculos – merece estar presente em qualquer linha de frente. Condição: fazer a lição de casa, de História. Aprender que nos últimos dois séculos – mundo afora – o caminho da prosperidade tem sido a prioridade no investimento maciço em Educação – pilar do desenvolvimento e bem-estar social. Pode conferir!

Hora de virar o jogo.    


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1 Comentário

  1. Parabéns pelo seu texto !!!! Me deu esperanças, me fez sorrir e, suas ponderações tão pertinentes, me encheram de alegria pelo Brasil que seus bisnetos podem, quem sabe, ajudar a construir! :))

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