Enquanto a bola rola, que tal abrir uma cervejinha para comemorar o gol de placa – sem narração – marcado pelo Senador José Reguffe (Distrito Federal)?

É possível que nunca tenha ouvido falar dele, não importa. Ou até importa, sim, eis que que se trata de um político brasileiro, íntegro, honesto de princípios e valores, merecedor de uma Copa sem prêmio de milhões de reais.   

Eleito deputado federal em 2010, José Reguffe apresentou em seu primeiro dia de mandato como deputado uma série de ofícios formalizando diversos cortes no seu gabinete. Todos em caráter irrevogável.  Abriu mão dos salários extras (14 e 15), reduziu a verba de gabinete e o número de assessores de 25 para apenas 9, entre outras medidas, que geraram uma economia direta aos cofres públicos de mais de R$ 2,3 milhões. Economia que se fosse repetida pelos outros 512 deputados, somaria mais de 1,2 bilhão de reais.

Eleito senador em 2014, repetiu a atitude que teve como deputado federal e protocolou uma série de ofícios na direção geral da Casa formalizando diversos cortes no seu gabinete. Com esses cortes, só a economia direta aos cofres públicos foi de 16,7 milhões de reais (economia nos oito anos e como os cortes foram em caráter irrevogável, já está feita).

Reguffe foi o primeiro senador na história a, também, abrir mão do plano de saúde vitalício dos senadores. Caso todos os senadores repetissem o mesmo gesto, a economia aos cofres públicos seria de mais de 1,3 bilhão de reais.

Enquanto isso, já no segundo tempo, as despesas totais do governo podem crescer, em 2018, a uma taxa três vezes maior que a verificada em 2017, um aumento autorizado de R$ 92,6 bilhões.

E o IPCA -15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), já acelerou para 1,11% em junho. Registre-se que a alta de preços foi a maior para um mês de junho desde 1995.

Mas ainda tem muita bola para rolar e as chances dos que “defendem o nome do país lá na Rússia” ganharem meio milhão de dólares, cada um – como prêmio –  são do tamanho do Brasil.

Perdoai-os, senador, perdoai-os!