As definições e composições políticas já deram a largada para colocar nas urnas nomes de candidatos e candidatas aos cargos majoritários no país. Com a reforma política arquitetada e aprovada pelo Congresso Nacional, estima-se que metade deles deverá ser reeleita. Afinal, o Legislativo é o fiel da balança para definir projetos do governo federal e reconhece seu “poder de fogo”.

Estamos falando aqui dos pesados-pesados que pouco se empenharam para tirar o “gigante pela própria natureza” de seu leito, eis que “deitado eternamente em berço esplêndido” assim permanece.

Mais um ano perdido, entre os muitos desta década. Com a economia combalida, o desemprego na casa de milhões, a indústria tentando se reerguer dos duros golpes sofridos, investidores arredios face às incertezas do que está por vir, ainda teremos nos próximos dois meses um recesso branco – pago pelos contribuintes – onde vossas excelências dedicarão seu tempo a preparar o retorno – no início do ano – para suas as casas: Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Até as eleições o tempo é suficiente para que a verborragia eleitoreira dos candidatos seja ouvida em todo o país iludindo incautos eleitores pouco ou nada politizados que são. Presas fáceis!

Difícil acreditar-se que todas as imprescindíveis e urgentes reformas que o país precisa enfrentar, enfrentar, sim, para sair do buraco em que se encontra serão votadas por aquela gente que coloca seus interesses e ambições pessoais acima daqueles reivindicados pela sociedade brasileira. Se reeleitos forem!

Quero crer que a última trincheira para abrigar eleitores esclarecidos e responsáveis se chama Sociedade Civil atuante: “composta por grupos de pessoas que se articulam em um propósito comum lutando por seus direitos como cidadãos no meio social, protestando e reivindicando seus direitos e anseios”

Estamos falando de grupos de cidadãos, de conjuntos de organizações privadas, instituições civis, ONG’S, qualquer entidade que não seja pública e que não tenha nenhuma relação com política, partidos políticos, religiões ou seita. < http://www.significadosbr.com.br/sociedadecivil >.

Tenhamos ouvidos moucos para o canto da sereia dos profissionais da política rasteira. Identifiquemos aqueles e aquelas que se dispõem a transformar este país em um lugar digno de se viver sem guerra civil não-declarada, reduto do tráfico internacional, onde o sol – que se põe para muitos – nasça para todos, onde a Educação é mais importante que a Economia, onde ética – probidade – moralidade – valores – cidadania sejam ensinados a partir da fase de alfabetização de nossas crianças.

Não sejamos julgados pela omissão!