Este país é realmente surpreendente. Sob todos os pontos de vista. Em se tratando de conhecimento e educação da ala mais jovem da população nem há o que se comentar. Ou melhor, há sim!

O portal de educação Brasil Escola destaca – em matéria de Silvia Tancredi – que no início de agosto foi realizada, em Bangcoc, a Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia (AIMO) 2018.

Dois brasileiros, um do Maranhão com 16 anos – Robson do Nascimento – e outro, carioca (RJ) de 18 anos – Francisco Martins, participaram do Torneio e para nosso orgulho ganharam medalhas de ouro.

Ambos já haviam participado de competições no Brasil, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).

Não bastasse o feito, registre-se que a prova – com duração de duas horas para resolver 30 questões – foi toda em inglês. É bem verdade que a matemática tem uma linguagem universal o que não tira o mérito desta que considero uma façanha para um país tão desprovido de educação de qualidade.

Digno de nota foi a manifestação do estudante maranhense que cursa o 2º ano do Ensino Médio no Instituto Federal do Maranhão (IFMA): “O prêmio significa que o Maranhão e o Nordeste como um todo têm potencial, somente falta investimento na Educação.” Bingo!

O estudante maranhense deseja ingressar no curso de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) considerado o vestibular mais difícil do país.  Já o carioca pretende fazer carreira na Matemática ingressando na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

É ou não é motivo de orgulho nacional? Mas você, provavelmente, sequer tomou conhecimento do fato que deveria ser notícia nas capas de revistas e jornais.

Inegável, também, que o brasileiro por sua inteligência, vivacidade, criatividade através do mais que reconhecido “jeitinho”, sagacidade, tem condições de ser protagonista nas ciências, artes, literatura. Falta-lhe, no entanto, suporte através de uma infraestrutura educacional de “escol” (o que é considerado melhor, de maior qualidade, numa sociedade ou num grupo), eis que muitos Robsons e Franciscos se encontram em “estado latente” – de norte a sul – aguardando por oportunidades de serem reconhecidos no cenário internacional.

De pouco adianta ser este um país “gigante pela própria natureza,
belo, forte, impávido e colossal” se, tal e qual uma estátua com pés de barro, não se sustenta nas próprias pernas. Terá este país que ser reinventado?

Se sim, e enquanto aguardamos, tiremos o chapéu para estes dois brilhantes jovens! Parabéns aos dois!

Obrigado por ler.