A Proclamação da República Brasileira foi um golpe de Estado político-militar – liderado pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca,  em 15 de novembro de 1889 – que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo e deportando o então chefe de estado, Imperador D. Pedro II. O resto da História você estudou na escola.

Mas são poucos os que conhecem importante parte da história do “alcunhado” Magnânimo – segundo e último imperador do Império do Brasil. 

D. Pedro II não era um personagem sem qualquer brilho, inculto, déspota, que desdenhava sua colônia e ignorava o bem-estar do povo, haja vista que ao subir ao trono em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta. E que, no último ano de reinado, em 1849, a taxa havia caído para 56% devido ao seu grande incentivo à educação, construção de faculdades e, principalmente, inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente e conceituado Colégio Pedro II – tradicional instituição de ensino público federal, no Rio de Janeiro.

E mais: no período 1860-1889 o Brasil foi o primeiro país da América Latina, e o segundo do mundo, a ter ensino especial para deficientes auditivos e visuais. À frente de europeus e norte-americanos.

Inacreditável conceber-se, nos dias de hoje, que em 1880 o Brasil era a 4ª economia do planeta e que no período 1860-1889 a média do crescimento econômico tenha sido de 8,81% ao ano. E, ainda, que tenha sido o maior construtor de estradas de ferro com mais de 26 mil km país afora. A malha ferroviária hoje, mais de um século depois, cresceu pífios 3.000 km. Para um país de dimensões continentais… Planejamento estratégico miópico?

Mantendo o foco na economia, a média de inflação entre 1850 e 1869 – acredite – foi de 1,08% e a moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina. Saudosa memória.

Registre-se, também, que em 1887 D. Pedro II recebeu diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge (Inglaterra). Afinal, para um monarca que falava fluentemente 17 idiomas, sua contribuição para o desenvolvimento cultural do país a honraria não surpreende. Quanta degradação desde então!

Mas aquele Brasil sucumbiu e sumiu!

E agora, vivendo momentos de grande incerteza, só nos resta olhar “para trás” e orar para que possamos dar a volta por cima.

Só nos falta identificar um “Magnânimo”!

(Fonte das informações: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis-RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional – RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho)