Com a economia continuando a fazer água – apesar dos índices de inflação estarem controlados, mas com viés de alta – câmbio subindo e descendo ao sabor dos acontecimentos políticos e, claro, comportamento da economia mundial, o tempo parece estar distante de céu de brigadeiro.

O país está com sua atenção voltada para a eleição do próximo dia 7, a mídia se aproveita da conturbação verborrágica dos candidatos para vender notícia e o pleito – fundeado nos “contra” de ideias, ideologia e preferências gratuitas – é aguardado com a ansiedade natural do desconhecido.

E estamos apenas “enfrentando” o 1º turno, preliminar, em realidade, eis que o jogo para valer só em 28 de outubro. E aí, a história a ser escrita será outra com antigos gladiadores dando-se as mãos e, sem surpresa, exultando-se, buscando um lugar ao sol mais a frente.

A ideologia da autopreservação deverá prevalecer, apoiada no descalabro moral entranhado em nossa comunidade política, permitindo associações espúrias e arregimentando contingentes eleitorais despolitizados, influenciáveis que são pela demagogia barata e convincente.

Passado o “clima de Copa do Mundo” será hora de encarar-se a triste e dura realidade que avassala esse país. A retórica, obrigatoriamente, cederá seu espaço às inevitáveis e profundas reformas dolorosas que a população deverá enfrentar; parte dela ainda encantada com as promessas de campanha de ídolos e mitos.

A hora da verdade mostrará, mais uma vez, que não é possível omelete sem quebra de ovos. A crise – talvez a pior de todas em nossa história – se contornada mediante malabarismos conhecidos dos últimos anos poderá levar este país a uma encruzilhada.

Economia é uma ciência que se antagoniza com benesses irresponsáveis. Um presidente da República pode muito, mas não pode tudo; a menos que sua caneta de estilo e salas de reunião a prova de som, abram alas para a repetição (continuidade?) de modelos comprovadamente destrutivos.

Não somos, infelizmente, um povo politizado, letrado, culto. Talvez tenhamos de enfrentar um duro caminho pela frente – conhecidos ou desconhecidos – sem choro nem vela. Ou muito choro e pouca vela. A conferir.

Boa sorte, Brasil!

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