“O Brasil está sendo governado por um bando de maluco”!

Esta frase foi proferida pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante “entrevista exclusiva” concedida aos jornais Folha de S. Paulo e El País (Espanha), no último dia 26, na sede da Polícia Federal em Curitiba onde está preso desde abril do ano passado.

A entrevista aos dois jornais foi autorizada pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, no último dia 8. Posteriormente, a Polícia Federal, no dia 25, tentou reverter a decisão do presidente do tribunal para permitir que jornalistas de outros veículos pudessem, também, assistir à entrevista. Mas o Ministro Ricardo Lewandowski, do STF, negou autorização alegando ser a iniciativa uma “franca extrapolação dos limites da autorização judicial em questão”. A entrevista foi concedida após os jornais em questão terem entrado com uma ação naquele órgão supremo.

Ao tomar conhecimento dos termos usados por Lula durante o encontro com os jornalistas privilegiados, o Presidente Bolsonaro rebateu Lula nos seguintes termos: ” pelo menos não é um bando de cachaceiro” que governa o Brasil!

E a imagem do nosso querido Brasil perante o mundo, com a notícia que foi internacionalizada, vai indo, perdoe-me, para a “cucuia”. Boa parte do mundo civilizado entende que pertencemos ao terceiro mundo e não apenas por razões econômicas. À guisa de comparação – se é que isso é possível – uma sessão do Parlamento britânico guarda alguma semelhança com aquelas de nosso Congresso Nacional (que mais se parece com uma feira livre)? Ou menos, se assim preferir, com a Câmara dos Deputados ou Senado dos Estados Unidos? Mas amenizando: também é verdade que a verborragia do atual presidente norte-americano não prima pela boa educação e em nada contribui para a imagem do seu país. Que figura!

Com várias eleições nas costas, ter vivenciado o fim de uma ditadura e convivido com uma inteira, não me recordo de ter visto – jamais – tantos desencontros em todos os poderes da República e a surpreendentes manifestações e ingerências de familiares em um governo federal. Assim, sendo apenas um cidadão entristecido que assiste – com fome – ver seu leite ser derramado, mantenho a esperança de que – ao final – o gato se apiede de mim e permita “rachar” o que do leite sobrar.

Tenho torcido para que este governo dê certo – como o faria com qualquer outro – eis que o país vem em primeiro lugar, como já manifestado em artigos passados. Mas está difícil fingir que a Casa da Mãe Joana está em obras. Não está!

Curtiu? Compartilhe