PONDERANDO

HOLAMBRA

Como reinventar este país?

“A lista de maiores remunerações recebidas no ano passado traz, na sequência, os diretores-presidentes do Santander (R$ 43,068 milhões), da Bolsa de Valores – B3 (R$ 37,849 milhões), da Suzano Papel e Celulose (R$ 28,221 milhões), o presidente do Conselho de Administração do Bradesco (R$ 27,684 milhões) e o diretor-presidente da Vale (R$ 22,251 milhões)”. (UOL)

Um tapa na cara de mais de 13 milhões de brasileiros desempregados, tapa na face de uma sociedade que é obrigada a pagar juros escorchantes aos bancos: 323% de juros ao ano no cheque especial, 298% no cartão de crédito rotativo, 127% no crédito pessoal para sobreviver. Tudo diante de uma inflação projetada para o ano de 4,1%. E não nos esqueçamos do salário mínimo (?) no valor de R$ 998,00 (novecentos e noventa e oito reais, sem erro!). Absoluto descalabro!

Não sendo economista nem conhecedor dos meandros da Receita Federal, desconheço quanto os senhores assinalados pagam de imposto de renda. Como sabemos, estão obrigados a declarar Imposto de Renda todos os contribuintes que tiveram rendimento anual superior ao teto estabelecido pela Receita Federal. Neste ano, ele corresponde a uma remuneração de R$ 28.559,70, o que dá uma média de R$ 2.379,98 por mês, muito distante dos quase R$ 3 milhões ganhos pelos nababos mencionados acima.

Ressalte-se que, além dos salários, aqueles senhores auferem do direito a mordomias de fazer corar um frade, como não pagar: alugueis, assistência médica e odontológica para a família, escolas particulares e faculdades dos filhos (inclusive estudando fora do Brasil), carros com motoristas, viagens de primeira classe para o exterior com a família quando em férias, seguros, sem onerar-lhes o imposto de renda. E “otras cositas mas”…

E entra governo, sai governo, e os intocáveis (bancos) deitam e rolam nas costas de uma população cada vez mais empobrecida, alienada, ouvindo discursos demagógicos de parlamentares “duas caras”, de assistir – impotente – a três poderes vacilantes de exercerem – na plenitude – suas funções constitucionais. Não existe governo com coragem de “botar o dedo na ferida”. Desde sempre, pois deles (bancos) sempre foram dependentes em seus projetos políticos. Rabo preso na porta de entrada!

Assim, como reinventar este país? O Messias que nos foi enviado parece ter descido de paraquedas em terra desconhecida. Mitológico, que segundo o dicionário Houaiss significa fictício, inventado, fantástico. Parece ser este o fenômeno com o qual nos defrontamos. Mas é o que temos para hoje!

E a questão permanece: como reinventar este país?

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2 Comments

  1. Maria Therezinha Oliveira

    2 de junho de 2019 at 15:05

    Falou tudo o que penso! Mais uma vez PARABÉNS pela coragem em retratar com firmeza e autoridade a REAL , ATUAL E VERDADEIRA situação do nosso País!

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