Parece não haver mais dúvidas que prossegue a candidatura do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente da República, para ocupar a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos da América. Segundo seu pai, “da minha parte está definida [a indicação)”. Disse mais, em evento no plenário da Câmara (15/07/19).: “Se está sendo tão criticado pela mídia é sinal de que é a pessoa adequada”. Não entendi a alusão, mas de qualquer forma, são críticas oriundas não apenas da imprensa. Inclusive minha, destacaria eu.

Por fim, conclui o Presidente Jair Bolsonaro: “Tem um caminho todo grande pela frente. Tem um termo técnico para os Estados Unidos verem se tem alguma coisa contra [a nomeação]. Tem que conversar com o Parlamento” (sic). Sem comentário.

Aliás, o anúncio da indicação para ocupar a embaixada em Washington foi, curiosamente, feito tão logo o filho completou 35 anos, idade mínima estabelecida por lei para chefiar qualquer missão diplomática no exterior. Reto e direto!

Em função desse quadro e segundo o jornal Folha de S. Paulo, interlocutores do governo já começaram a se movimentar nos bastidores para tentar aprovar – em votação secreta – o nome de Eduardo Bolsonaro no Senado. Pois é! “Brasil acima de tudo…”

Imagina-se que o “efeito Trump” tenha algo a ver com a indicação, haja vista determinadas coincidências de atitudes e pensamento entre os dois presidentes. Todas sobejamente conhecidas. Saliente-se que mundo afora, exceto em ditaduras, dificilmente indicar-se-ia alguém para ocupar cargo topo da diplomacia – principalmente em embaixada na maior potência mundial – apenas com credenciais relevantes como na culinária (fritar hamburger no país), fazer treinamento cardiovascular de resistência ao frio montanhas do Colorado e enfrentar o gélido clima no estado do Maine na fronteira do Canadá.

E a propósito: aceitaria o Brasil, como embaixador para representar seu país aqui, alguém que apenas aprecia uma caipirinha, já brincou no carnaval e tenha visitado as belas praias do nordeste?

Mas como já expresso anteriormente, a forma como o maestro conduz sua sinfônica, sempre dispensando o “spala” (responsável por afinar a orquestra, antes da entrada do maestro) permanece intacta e inalterada.

Assim, aguardemos o gran finale da ópera bufa!

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