Já havia me proposto a desligar – por uns tempos – assuntos políticos de minha tomada 440v nos artigos que aqui ouso colocar. Mas é só abrir o noticiário da hora e eis que me defronto com uma avalanche de informações que incomodam, tanto como pessoa como cidadão. Afinal, estamos vivendo e reagindo a todo tipo de estímulo visual, sonoro, psicológico, não raro sem que o percebamos. E mais: estabelecemos um “link” entre eles passando a ser peças de uma manipulação que os amantes da tecnologia na prateleira podem explicar muito bem.

Os assuntos vão se sucedendo em velocidade assustadora, uns, e outros de forma repetitiva, não raro camufladas para levar-nos a crer que se trata de assunto novo e nos induzam a deles tomar conhecimento “fazendo nossa cabeça”.

Em se tratando de ver e ouvir ao noticiário na TV é inevitável nos confrontarmos com as impropriedades – para se dizer o mínimo – lavradas nas palavras do presidente da república ao abrir a boca, diariamente, seja lá onde for. Segundo o jornalista e articulista Josias de Souza: “A língua de Jair Bolsonaro ganhou vida própria. Aventura-se no ramo da magia. Ela fala dez vezes antes que o presidente consiga pensar.” Não poderia concordar mais.

Vivemos a Era da Informação e dela não escapamos, a menos que queiramos nos tornar seres alienados constituídos apenas por células e tecidos, destituídos de massa cinzenta e sem vontade própria. Amorfos. E não somos assim. Pelo menos, muitos de nós!

Cerca de 57 milhões de brasileiros depositaram esperança no Messias que prometia mudar a cara e condições e vida de mais de 240 milhões de negros, pardos, brancos, mestiços neste país. Certamente para muitos não foi uma escolha, mas opção, eis que para tantos a alternativa apresentada então seria nefasta.

A realidade é que a equipe deste governo tem condições de corrigir situações danosas herdadas de anteriores. E melhorar as condições econômicas do tecido social. Mas o lado sombrio fica cada vez mais claro deixando de ser expectativa promissora configurando-se como estrada pavimentada para…onde?

Imagina-se que dentro do governo existam vozes sensatas, gabaritadas por sua formação intelectual e acadêmica, que possam estar tentando contribuir para uma melhor compreensão dos pontos nevrálgicos da realidade política visando aparar arestas gratuitamente criadas pelo Executivo.

Imagina-se!

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