Em outubro do ano passado votei em Jair Messias Bolsonaro. Por falta de opção, haja vista que os demais candidatos eram “figurinhas carimbadas” ou ainda não haviam sido expostos, conclusivamente, em seus projetos e programas para o Brasil. Além de que muitos pontos do programa de presidente eleito coincidiam com os meus e daí para o voto na urna foi um pulo.

Encerrando a primeira gestação no fim deste mês, com vômitos e mal-estares ao longo do percurso, ainda não se conhece o sexo da criança. Avesso ao diálogo com os esculápios residentes no Alvorada opta por orientação familiar em momentos de desconforto gestatório.

Arrependo-me? Não. Desapontado? Sim!

Quanto a primeira indagação, difícil acreditar-se que com a eleição de qualquer um dos outros candidatos, em 2018, o país estaria andando em trilhos distintos e mais seguros. O nível de preocupação com o futuro do Brasil seria ainda maior haja vista que mais do mesmo dificilmente desatolaria o gigante adormecido.

Quanto a segunda indagação, durante os primeiros meses com a barriga crescendo, as comadres palpitando e a gestante dando ouvidos apenas aos filhos e ao parteiro distante residente nos Estados Unidos, acendeu-me uma luz amarela.

Afinal, a criança apesar de subnutrida não parecia correr risco de morte, a perspectiva de um parto normal permanecia acesa apesar do persistente voluntarismo sempre demonstrado durante os exames. Não que suas dores e achaques fossem improcedentes. Mas anamneses, diagnósticos e receitas prescritas contrariavam a boa prática visando a recuperação e cura detectados nos meses que se seguiram.

E estando próxima a hora da verdade, não está fácil avaliar-se qual das opções para o parto se apresenta como a menos traumática: natural ou a fórceps. Não há mais alternativas. A gravidez é de alto risco e pode deixar sequelas.

A criança, ainda que depauperada, possui organismo forte. Sua reserva orgânica não deixa dúvidas sobre seu futuro. Mas é preciso cuidar. Fazê-la crescer sem autoritarismo, respeitando sua identidade sem imposições descabidas, evitando-se traumas psicológicos que exijam tratamento – até de choque – no futuro exigem, a partir de agora, compromisso maior com o seu desenvolvimento.

A atenção deve ser redobrada para que valores tão caros à nossa cultura sejam preservados, rejeitando-se posturas veladas de caráter insidioso.

Afinal, filhos são criados para o mundo. Não são nossa propriedade.

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