O aquecimento global tem estado na ordem do dia do noticiário internacional gerando polêmicas da parte de interesses empresariais (e políticos) de um lado e ambientalistas de outro.

Queiram ou não, a verdade é que tem crescido a conscientização mundial sobre o problema desmatamento, preservação do uso do solo, aquecimento global. Tema vital para sobrevivência do planeta e de suas espécies. Inclusive a nossa!

Não se trata mais, portanto, de malhar em ferro frio.

A última reunião do clima realizada na Organização das Nações Unidas, semana passada, em Nova Iorque, abrigou manifestações sobre o tema, manifestações que se espalharam mundo afora e conduzidas, principalmente, por jovens. Existe, sim, uma conscientização e preocupação real com o aquecimento global e suas consequências.

Neste contexto, Holambra, como uma pérola rara, tem procurado dar pequena contribuição nessa área promovendo a conscientização de seus habitantes – com participação de inúmeros jovens – mediante trabalhos ecológicos comunitários de alcance.

Em sua 38ª edição, a festa conhecida internacionalmente como Expoflora deve receber este ano cerca de 300 mil visitantes acrescidos a uma população que beira 15 mil habitantes.

Durante o evento transitam, por dia, cerca de 450 ônibus e milhares de automóveis particulares, todos queimando combustíveis fósseis.

Como são 15 dias de encantamento ao público visitante, obviamente o trânsito e as condições atmosféricas locais perdem em qualidade. E, naturalmente, o meio ambiente sofre um desequilíbrio com consequências à saúde humana, aos seres vivos e aos ecossistemas. Um monitoramento responsável forneceria subsídios para uma ética avaliação dos vários agentes presentes.

Aproveitando-se o momento de conscientização global sobre os efeitos danosos da poluição ambiental, Holambra, que já se distingue por sua qualidade de vida, bem poderia ser reconhecida, também, como ícone na proteção do meio ambiente. Sugere-se que, abrigando a Expoflora, a prefeitura participe de um projeto conjunto com os organizadores visando a despoluição do ar na cidade com o plantio de – também milhares – árvores no estacionamento (rejeitado no passado, ao que parece por razões financeiras) e acessos à cidade por todos os lados. A expansão de áreas verdes na rota e entorno do evento é reclamada pela população consciente.

Uma festa do porte e beleza de nossa Expoflora bem poderia agregar valor ao evento identificando-a, também, como defensora do meio ambiente. Mais que a exposição de flores e plantas produzidas com alta tecnologia a Expoflora contribuiria, também, para contrabalançar o efeito de gases nocivos atuando de forma responsável.

E, quem sabe, vir a ser reconhecida como a Finlândia tropical.

(Que não se diga, maldosamente, que não somos a …Finlândia)