O deplorável episódio envolvendo a morte de um homem negro – George Floyd – por um policial branco, em Minneapolis (EUA), em 25 de maio último, trouxe revolta e inconformismo mundo afora pela brutalidade e violência usadas naquela que deveria ter sido apenas uma abordagem rotineira.

Entre as mais variadas formas de contestação no país assistiu-se ao ataque e destruição de estátuas de figuras históricas em uma demonstração de raiva incontida pela população, não apenas negra, mas, também, a branca.

Incomoda-me, sobremodo, fazer referência, dar destaque, à cor da pele para identificar seres humanos de variadas origens. Uma verdade cruel, eis que somos, todos, produto da reprodução sexual sem distinção.

O racismo existe – velado ou escancarado. Uma realidade incontestável! Abominável, sem justificativa, presente em mentes de indivíduos com padrão comportamental antissocial, redução da capacidade de empatia/remorso, atitudes de dominância desmedidas.

Ocorre desde um (simples?) xingamento específico sobre a cor da pele, aos xenofóbicos, como na promoção de um Holocausto – genocídio nazista de cerca de 6 milhões de judeus e minorias (ciganos, homossexuais) durante a Segunda Guerra Mundial.

Derrubar ou destruir ícones são uma forma de expressar júbilo pela conquista, depois de vencida uma contenda ou, ainda, por oposto, manifestar comoção diante de acontecimentos como o de Minneapolis. Assistimos a passeatas com milhares de pessoas – como as que ocorreram nos Estados Unidos e em outros países – portando cartazes com a frase “Black lives matter” (A vida de negros importa).

Estivéssemos nós sendo observados por alienígenas e certamente seu espanto diante do quadro (desconcertante) seria: “Mas como? Não pertencem eles à mesma espécie? Por que lembrar que seu semelhante – de cor da pele diferente – deve ser reconhecido e respeitado?

A verdade é que há muito a se progredir no campo das relações étnico-raciais, sepultando-se preconceitos. Sejam de negros, amarelos, vermelhos, brancos. O caminho é, por certo, longo!

Oportuno lembrar, porém, que não apenas “Black lives matter”, mas sim, que ALL LIVES MATTER (todas as vidas importam). Ou não?