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* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Brasil (Página 2 de 13)

Que não se perca a oportunidade

As eleições majoritárias deste ano terminaram frente a uma aguerrida disputa política polarizada, com ideologias antagônicas se digladiando por um espaço junto a eleitores convictos e nem tanto. Afinal, um contingente de 42,1 milhões de eleitores – somando os votos nulos e brancos às abstenções – não escolheram nenhum candidato – o que bem revela o estado de ânimo do brasileiro sobre o momento no país.

Alardeia-se que vivemos em uma democracia onde todas as instituições funcionam plenamente sem qualquer obstáculo. Verdade. No entanto, a lei brasileira obriga o cidadão e a cidadã a votarem, caso contrário serão punidos. Uma arbitrariedade, a meu ver, que suprime a liberdade do indivíduo de exercer seus plenos direitos sem qualquer contestação ou admoestação. Ressalve-se, contudo, que o resultado das eleições se deu dentro da normalidade e legalidade como reza a Constituição.

E assim, sem qualquer dúvida sobre a legitimação do resultado, o país entra em uma nova fase de sua vida política, econômica e social, com esperança renovada. Apesar de um Judiciário fragmentado, um Congresso igualmente fragmentado (ainda), desacreditado e um Executivo que cumpre seus derradeiros dias manquitolando.

A situação dramática vivida pela população de inúmeros municípios brasileiros em termos de segurança, saúde, economia e educação é trágica. Alguns, em verdadeira guerra civil não declarada, já banalizaram as mortes por balas perdidas que vem ceifando a vida de centenas de inocentes. Não por outra razão, estudo feito pelas Nações Unidas revelou um dado assustador: o Brasil é o segundo país da América Latina e Caribe com maior número de casos de balas perdidas. E mais: o país ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Alarmante!

Quase 50 milhões dos habitantes vivem abaixo do limite de 5,50 dólares por dia; na educação, 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais (sabem ler, mas não compreendem o sentido daquilo que leem) e 4% dos estudantes do ensino superior são considerados analfabetos funcionais. Inconcebível!

Por fim, a economia, sobre a qual tanto se fala, é a porta de saída para a redenção de nossos problemas nas áreas mencionadas: desde que o Congresso renovado cumpra com seu dever de zelar pelo desenvolvimento do país votando as reformas que se fazem necessárias e urgentes. E, complementando, reduzindo o tamanho do estado e cortando gastos do governo. 

A nona maior economia do planeta aguarda pela ação patriótica de um Legislativo que insira o Brasil no clube dos desenvolvidos. É a hora da verdade! É possível!

Que não se perca a oportunidade!

Reféns da Inteligência Artificial

“A desinformação deliberada ou involuntária que visa ao descrédito há de ser combatida com informação responsável e objetiva, tudo com a transparência que exige um estado democrático de direito. A Justiça Eleitoral não enfrenta “boatos com boatos” e avaliou que há um tempo para uma resposta em respeito ao devido processo legal.” (Continua…)

E o perdedor é…

A eleição para presidente da República este ano apresentará resultado revelador inusitado, ou seja: destaque para o perdedor. Não há qualquer incoerência nessa afirmação. Há muito mais em jogo do que levar o cetro para o Palácio da Alvorada. Há a possibilidade de um fim de carreira claudicante para o derrotado nas urnas. Afinal, desenha-se um novo quadro político no Congresso Nacional com indícios de novos tempos para o destino da República. Vale dizer, para a sociedade brasileira! A partir de agora siglas políticas pouco ou nada representarão e, ao que se possa imaginar, ideologias deverão aflorar com força em busca de um lugar ao sol. (Continua…)

Esqueçamos o retrovisor

O domingo passado (07) terminou com o encerramento da primeira fase das eleições para candidatos à presidência da República e governos estaduais. Não foram poucas as surpresas com o redesenho do perfil político do país. De agora em diante estaremos assistindo, e participando – ainda que involuntariamente – de um novo e desconhecido cenário. Uma incógnita, qualquer que seja o resultado do segundo turno dentro de três semanas. (Continua…)

Boa sorte, Brasil

Com a economia continuando a fazer água – apesar dos índices de inflação estarem controlados, mas com viés de alta – câmbio subindo e descendo ao sabor dos acontecimentos políticos e, claro, comportamento da economia mundial, o tempo parece estar distante de céu de brigadeiro.

O país está com sua atenção voltada para a eleição do próximo dia 7, a mídia se aproveita da conturbação verborrágica dos candidatos para vender notícia e o pleito – fundeado nos “contra” de ideias, ideologia e preferências gratuitas – é aguardado com a ansiedade natural do desconhecido. (Continua…)

O Judiciário nosso de cada dia

O capítulo “elegibilidade” da novela ex-presidente Lula terminou. Mas a narrativa ainda não! A pendência terminou semana passada depois de meses de idas e vindas através de liminares, cautelares, habeas corpus e mandados de segurança contra decisões judiciais e recursos internos contestando o que acabara de ser decidido nas diversas instâncias. Há mais por vir! (Continua…)

Acredite: este país já foi assim

A Proclamação da República Brasileira foi um golpe de Estado político-militar – liderado pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca,  em 15 de novembro de 1889 – que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo e deportando o então chefe de estado, Imperador D. Pedro II. O resto da História você estudou na escola.

Mas são poucos os que conhecem importante parte da história do “alcunhado” Magnânimo – segundo e último imperador do Império do Brasil.  (Continua…)

INCÊNDIO DO MUSEU NACIONAL: RETRATO DO BRASIL

O dia 2 de setembro de 2018 entrará para a História do Brasil como sendo o mais trágico para a cultura e memória brasileiras.

O incêndio que devastou o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, em poucas horas, é uma demonstração inequívoca de como nossos governantes gerem a “coisa pública” – com absoluto descaso – sem a menor competência e responsabilidade.  (Continua…)

Para tirar o chapéu

Este país é realmente surpreendente. Sob todos os pontos de vista. Em se tratando de conhecimento e educação da ala mais jovem da população nem há o que se comentar. Ou melhor, há sim! (Continua…)

O Brasil de cada um

O salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal é hoje de R$ 33.700. Acresça-se que entre benefícios vários – a que os doutos que vestem togas têm direito – está o auxílio-moradia de R$ 4.377; ou seja, mais de duas vezes o valor de minha aposentadoria depois de haver contribuído – pelo máximo – durante 35 anos. (Continua…)

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