PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Cotidiano (Página 1 de 4)

Au! Au! Au!

Há oito anos publiquei esta crônica em minha coluna no JC Holambra e em meu site Ponderando. Agora, atendendo a pedidos, ei-la novamente aqui:

“Sempre fui fã de cachorros. Meus filhos cresceram tutelados por cadelas Boxer. Amorosas e guardiãs dos pequenos, incrivelmente dóceis, se comportavam como membros da família. Todas foram educadas para conviver com visitas. Não ladravam por qualquer barulhinho e jamais infernizaram vizinhos com seus latidos de dia ou à noite. Apenas em situações extremas. (Continua…)

Utopia ou distopia?

Estamos vivendo dentro de um caldeirão transbordante de violência, descaso absoluto pelo próximo, educação formal e informal em decadência. Talvez tenha sido sempre assim, mundo afora e desde tempos imemoriais, mas – com a socialização da informação – a transparência tem sido cristalina. (Continua…)

O Rio de Janeiro (não) continua lindo

Faz tempo, mas…

O nome dele era Mischetti. Não, não era italiano. Era um negão de 1,90 m de altura, simpático, amigo de todos e malandro típico. Malandro é aquele que não trabalha, que emprega recursos engenhosos para sobreviver. Popular entre a rapaziada de Ipanema (RJ), com quem jogava bola na praia e sinuca no bar da esquina próxima ao Bar Vinte, era uma figura memorável.

Para quem nunca ouviu falar, o Bar Vinte era o final da principal rua interna do bairro – a Visconde de Pirajá – “giratória” do fim da linha do bonde da linha 13, Ipanema, e do 11, Jardim Leblon, que vinha em sentido contrário.

Respeitado pela mini favela vizinha – localizada no início do bairro Leblon e caminho mais curto para, a pé, chegar-se ao “campo do Flamengo” – sua companhia era a garantia de trajeto tranquilo sem percalços em dias de jogo. Ressalte-se, no entanto, que nunca se soube de qualquer atividade perigosa na dita, à época chamada de Praia do Pinto.

Falando em praia, Ipanema, como as outras da região – Leblon e Copacabana – eram tranquilas, frequentadas basicamente pelos moradores dos bairros, sem a presença incômoda de ratos de areia (ladrões) e arrastões, água de coco ou chuveiros, com belas ondas para pegar “jacaré” (precursor do surf), tatuís na areia, arraias e água-viva no mar sempre azul.   

Mas malandro que era malandro, quando vestido a caráter usava terno jaquetão, camisa de seda (para evitar corte de navalha em eventuais rusgas com desafetos) chapéu de aba larga e calça de boca fina. Aliás, segundo a lenda – era um tempo em que o delegado responsável por Ipanema fazia rondas sempre munido de uma laranja e que, ao se deparar com um suspeito, jogava-lhe a laranja calça adentro para confirmar se passaria pela boca da dita. Se não passasse, cana! Folclore carioca.

Ainda naqueles tempos, nos fins de semana à noite, a “turma” ficava na porta do cinema Astória (moderníssimo) jogando conversa fora olhando as meninas e, aos domingos, tirando sarro dos cadetes do Exército cuja fardas possuíam seis botões dourados na parte de trás. Eram vários aguardando a chegada do ônibus que os levaria para a Escola e o sarro era chamar-lhes de “seis na bunda”… Bem carioca!!!

Já em Copacabana, mais sofisticada e mundialmente conhecida, o “footing” – flertar, paquerar, caminhar pela calçada desenhada com pedras portuguesas – era bem concorrido. Os mais abonados iam e viam do Posto 6 ao Leme desfilando em “conversíveis” de dar inveja. Sem qualquer preocupação com a segurança.

Mas aquela não era a praia do Mischetti.  

 

Feliz Dia Novo

Vira o ano e junto com ele a renovação de muitas promessas e metas – não cumpridas – naquele que ficou para trás. O tempo foi avançando, a disciplina (?) afrouxando e levando ao esquecimento muito do que se almejava na euforia dos fogos de artifício de então. (Continua…)

Pedras no Caminho

Difícil imaginar-se alguém que ao longo da vida não tenha sofrido algum tipo de fracasso ou rejeição. O comportamento, inerente à espécie humana – e animal também, por que não? – faz parte da existência de todos nós, mantendo-nos em permanente estado de expectativa diante das mais variadas e inusitadas situações. (Continua…)

Espelho meu, espelho meu

O espelho faz parte de nossa vida desde sempre, mas sequer nos ocorre como seria viver sem ele. Talvez você não saiba que o primeiro foi feito com pedaços de obsidiana, uma rocha vulcânica, na Anatólia – atual Turquia – há pelo menos 8 mil anos atrás. Era pouco mais de um borrão. Nada que ao longo dos séculos não fosse aperfeiçoado até chegar-se, em 1835, com o alemão Justus von Liebig, ao desenvolvimento de um método para aplicar uma fina camada de prata metálica sobre vidro, dando origem aos espelhos modernos. E a realidade veio à tona!

Imagine-se, nos dias de hoje, você vivendo sem um espelho à sua frente, atento aos mínimos detalhes de seu corpo – rosto em particular. É bem verdade que existiriam algumas vantagens, pois você envelheceria sem se dar conta da realidade o que, talvez, o (a) deixasse um pouco mais…feliz. Afinal, o que os olhos não veem o coração não sente.

Ou se veem, podem enganar momentaneamente o cérebro deixando o inconsciente confuso e fazendo com que este capte ideias falsas, preenchendo espaços que não ficam claros à primeira vista. É o que chamamos de ilusão de óptica. Podem ser fisiológicas quando surgem naturalmente ou cognitivas quando se criam com artifícios visuais.

Para o cientista italiano Giovanni Caputo existe uma brincadeira (?) que consiste em olhar fixamente para o seu próprio reflexo em um espelho e ver como o seu rosto começa a se transformar em uma imagem toda distorcida ou, ainda, com visão de desconhecidos, animais e monstros. Segundo ele, não têm nada de sobrenatural e provavelmente pode ser explicado por meio de uma ilusão de óptica conhecida como Efeito de Troxler: consiste em um fenômeno de percepção visual descoberto por um médico suíço chamado Ignaz Paul Vital Troxler, em 1804, e se caracteriza pela perda da visão periférica quando olhamos ininterruptamente durante vários minutos para um ponto fixo.

E ainda segundo Caputo, é possível que algo mais possa estar envolvido na formação da ilusão, como, por exemplo, um efeito dissociativo de identidade. Segundo essa teoria, o cérebro possivelmente “bagunça” as regiões periféricas do rosto que saem de foco e as recria com novas feições — só que – algumas vezes – elas resultam ser assustadoras.

Bem, diante disso, melhor ficar com a “Branca de Neve” e o famoso espelho que conversa com a malvada rainha sendo por ela questionado: “ Espelho meu, espelho meu, existe no mundo alguém mais bela do que eu? ” O resto você deve conhecer. Caso não, assista ao filme e volte a ser criança mais um pouco.

(Continua…)

A estrada é toda sua

Os que ingressam no mercado de trabalho munidos de diplomas acadêmicos ou técnicos têm como objetivo primeiro o emprego em uma empresa. Profissionais liberais optam, em menor número, por uma carreira solo. Para estes, é condição sine-qua-non a formação de excepcional qualidade e vocação inata, binômio fundamental para maximizar o sucesso na vida profissional. (Continua…)

Erros e o Vento

Ninguém erra por vontade própria. A menos que o faça por um desvio patológico ou fazendo uma jogada de mestre. Aquela em que só o sujeito enxerga o que outros não percebem. Acontece, e aí é chamado de gênio. Não poucos tentam driblar a natureza das situações querendo dar uma de joão sem braço. Não funciona!
O fato é que erramos por inexperiência, erro de cálculo, ousadia além da conta.  Não há quem possa atirar a primeira pedra! (Continua…)

A bússola de cada um

Desde cedo somos ensinados a procurar e a ter sucesso em tudo que fazemos. As pessoas apreciam se relacionar com os bem-sucedidos pois as fazem sentir prestigiadas perante o olhar alheio. Pessoas que “chegam lá” são amadas e, não raro, invejadas. (Continua…)

Qual o objetivo de sua vida?

“O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos” (Lao-Tse)

 

Que empresas existem para dar lucro não é segredo para ninguém. São impessoais, dirigidas por homens e mulheres ambiciosos que procuram preservar seus empregos a qualquer custo. Demissões também não são novidade no meio e justificadas por mais variadas razões. Podem fazer parte da vida profissional de qualquer um. (Continua…)

« Publicações antigas

© 2018 PONDERANDO

Desenvolvido por CS ProjetosRolar para cima ↑