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HOLAMBRA

Categoria: Economia (page 2 of 3)

Por que não eles?

Escancarada a porta maior da Corrupção no país, haja vista as recentes delações premiadas dos donos do Grupo JBS, ficou claro que as águas estão mais turvas e profundas do que se imaginava.

Desconhecia-se, no entanto, a extensão dos tentáculos da Máfia governamental/empresarial que deixou de fora apenas os cidadãos de bem – aqueles que procuram ganhar a vida honestamente e vêm pagando caro pela voracidade do “sistema” ao melhor estilo de sua irmã siciliana: pagando caro por estarem sendo sufocados pela recessão e obrigados a arcar com impostos e juros bancários abusivos, instituídos por uma política tributária feudal, cujos recursos deveriam estar sendo alocados à Educação, Saúde e Segurança. Continue reading

De um lado e de outro

vaca-pastandoNestes tempos de vacas magras, pelo menos do nosso lado da cerca, o pasto do vizinho permanece verdinho e viçoso. A área da propriedade é do mesmo dono, mas os ocupantes – uns mais privilegiados que outros – se alimentam mais e melhor.

Claro está que regras nem sempre valem para todos; por isso não há o que estranhar. Quem pode mais pode menos e os bancos, há séculos, deitam e rolam enquanto você tenta permanecer de pé e se equilibrando.

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O fiel da balança

O fiel da balança“ Descendente de imigrantes irlandeses católicos pobres, Joseph “Joe” Patrick Kennedy – patriarca do clã mais famoso dos Estados Unidos – venceu todas barreiras sociais da época ganhando dinheiro. Há inúmeras versões para seu enriquecimento. Consta que vendeu uísque durante a Lei Seca e foi agiota. Banqueiro em Wall Street e empresário da Broadway, em Nova York. Membro do Partido Democrata, ganhou do presidente Franklin Roosevelt a presidência da Comissão de Valores Mobiliários, SEC, órgão federal encarregado de vigiar o mercado financeiro. Quando perguntaram a Roosevelt por que nomeara um escroque para a SEC, o presidente respondeu: “É preciso um escroque para reconhecer outros escroques. ” (Izalco Sardenberg – Magia dos Kennedy – 25-10-2010). Continue reading

Até onde e quando?

Até onde quandoVimos acompanhando pela imprensa atentados terroristas que vem ocorrendo mundo afora. Deixando de ser esporádicos, muitos são atribuídos a causas religiosas – como no caso dos praticados pelo chamado Exército Islâmico ou ISIS ou, ainda, Daesh no Oriente. Seus braços na África têm levado morte e destruição a populações indefesas. O medo vem se espalhando por diversos continentes e países onde se torna inseguro frequentar lugares públicos, viajar de metro, trem e avião. Verdadeira paranoia – justificadamente – começa a tomar conta das pessoas de todas as línguas, as quais, sem qualquer alternativa, ficam expostas a um agressor invisível, muitos considerados como “lobos solitários”. Continue reading

Horizontes a desanuviar

Abro minha página principal de internet e deparo, de cara, com as notícias – antes de qHorizontes a desanuviaruaisquer outras – sobre politica envolvendo Dilma Rousseff, Collor, Eduardo Cunha e coadjuvantes, apesar do recesso parlamentar (concedido àqueles que “trabalham” de terça a quinta no Congresso Nacional, têm férias remuneradas de 60 dias e recebem 15 salários por ano). Para coroar, a primeira imagem à direita mostra um grande grupo de crianças uniformizadas, seguida do texto “Estado Islâmico instrui crianças a treinar decapitações em bonecas”. Onde vamos parar? Continue reading

Pavimentando a estrada

EPavimentando a estradam 2013, dona Dilma fez editar um decreto para garantir a promessa de redução das tarifas de energia elétrica.   O dito (decreto) previa a utilização de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para compensar os efeitos da não adesão de algumas empresas à prorrogação de concessões. Foram, então, repassados pelo governo, para 64 empresas distribuidoras de energia de todo país, R$ 2,8 bilhões sacados da Conta (CDE). Continue reading

…e a história continua

“A política é quase tão excitante como a guerra – não menos perigosa. Na guerra, a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.” A frase, cunhada por Sir Winston Churchill quando primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, cai como uma luva no universo político brasileiro....e a história continua 1

 Descartando aqueles que já se foram desta para melhor, é grande o número de políticos que já morreram, renasceram, ressuscitaram e poderiam até estar embalsamados hoje, pela longevidade na vida política. Assim, convivamos com o que aí está: homens e mulheres eleitos por nós, que na entressafra de eleições agem mais em benefício próprio – com ranço corporativista – desdenhando da sociedade que hoje padece de uma política econômica irresponsável do governo anterior. Um governo capaz de deixar o país à deriva economicamente, traindo sua ideologia de berço ao melhor estilo de Judas Iscariotes. Continue reading

Economia de guerra

Houve uma época em que neste país existia uma classe média mais “rica” que a atual. A noção de classe média varia de país para país – e até mesmo entre Economia de guerraregiões dentro do país – não devendo ser, portanto, comparada com qualquer outra.

 Cresci em meio a uma família considerada de classe média. Já tendo percorrido um longo trajeto no calendário e fazendo um retrospecto da “paisagem” desde então, imagens e sentimentos retornam à mente como lembranças que, inevitavelmente, servem de termo de comparação. Continue reading

Repensando o sistema

Repensando o sistema

Desde o início do Dilma-2, três meses atrás, o país enfrenta uma turbulência jamais vista em início de qualquer governo, sem qualquer transparência quanto ao futuro que nos aguarda. As manifestações de rua no último domingo, Brasil afora, podem servir de termômetro para a febre que pode transformar o país em área politicamente pandêmica. Continue reading

Sol Para Todos

Custo da transferência do jogador Kaká do Milan, da Itália, para o futebol espanhol: R$ 178.750.000,00. De Cristiano Ronaldo, do Manchester United, da Inglaterra, para o mesmo destino: R$ 202.500.000,00. Salários do primeiro, R$ 2.025.000,00 a cada 30 dias. O do segundo, creio que por razões de IR, não divulgado. Todos com direito a empresários para defender seus interesses econômicos e financeiros, assessores de imprensa e sites pessoais na internet.

Custo para formação dos próprios, como pelotários, às expensas de suas famílias? Custo de formação de um médico, advogado, engenheiro, biólogo, pesquisador, cientista, do primeiro grau até seu “pós” ou doutorado? Não sei, mas gostaria que alguém que saiba possa me ilustrar. Salários dos mesmos, na maior parte das situações, aviltantes. Chances de um contrato de trabalho no exterior? Pouquíssimas. Os pelotários, ao contrário, têm enormes oportunidades por lá. Detalhe: sem necessidade de falar o idioma local.

Reconheço que o talento inato nem sempre precisa de estudo formal e diplomas para ser bem sucedido. Constrange-me constatar, no entanto, que bilhões de reais ao ano são investidos por empresas, bancos e congêneres nas áreas esportivas, principalmente no futebol-negócio, de altíssimo retorno financeiro.

Seria fantástico se pudéssemos ver, também, estampadas em camisas de jogadores, placas em campos de futebol, quadras de tênis e correlatos, propaganda de estímulo à cultura, educação e saúde. Clubes de futebol precisam de patrocinadores para sobreviver. A honrosa exceção cabe ao Barcelona da Espanha que não aceita patrocinadores. Ao contrário, estampa nas camisas de seus jogadores, sem custo, o logo da UNICEF.

Hospitais, escolas, museus, zoológicos e parques agradeceriam ser lembrados. Mas como sensibilizar os homens de negócios?

Desafio para cada um de nós!

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