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* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Economia (Página 2 de 2)

…e a história continua

“A política é quase tão excitante como a guerra – não menos perigosa. Na guerra, a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.” A frase, cunhada por Sir Winston Churchill quando primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, cai como uma luva no universo político brasileiro....e a história continua 1

 Descartando aqueles que já se foram desta para melhor, é grande o número de políticos que já morreram, renasceram, ressuscitaram e poderiam até estar embalsamados hoje, pela longevidade na vida política. Assim, convivamos com o que aí está: homens e mulheres eleitos por nós, que na entressafra de eleições agem mais em benefício próprio – com ranço corporativista – desdenhando da sociedade que hoje padece de uma política econômica irresponsável do governo anterior. Um governo capaz de deixar o país à deriva economicamente, traindo sua ideologia de berço ao melhor estilo de Judas Iscariotes. (Continua…)

Economia de guerra

Houve uma época em que neste país existia uma classe média mais “rica” que a atual. A noção de classe média varia de país para país – e até mesmo entre Economia de guerraregiões dentro do país – não devendo ser, portanto, comparada com qualquer outra.

 Cresci em meio a uma família considerada de classe média. Já tendo percorrido um longo trajeto no calendário e fazendo um retrospecto da “paisagem” desde então, imagens e sentimentos retornam à mente como lembranças que, inevitavelmente, servem de termo de comparação. (Continua…)

Repensando o sistema

Repensando o sistema

Desde o início do Dilma-2, três meses atrás, o país enfrenta uma turbulência jamais vista em início de qualquer governo, sem qualquer transparência quanto ao futuro que nos aguarda. As manifestações de rua no último domingo, Brasil afora, podem servir de termômetro para a febre que pode transformar o país em área politicamente pandêmica. (Continua…)

Sol Para Todos

Custo da transferência do jogador Kaká do Milan, da Itália, para o futebol espanhol: R$ 178.750.000,00. De Cristiano Ronaldo, do Manchester United, da Inglaterra, para o mesmo destino: R$ 202.500.000,00. Salários do primeiro, R$ 2.025.000,00 a cada 30 dias. O do segundo, creio que por razões de IR, não divulgado. Todos com direito a empresários para defender seus interesses econômicos e financeiros, assessores de imprensa e sites pessoais na internet.

Custo para formação dos próprios, como pelotários, às expensas de suas famílias? Custo de formação de um médico, advogado, engenheiro, biólogo, pesquisador, cientista, do primeiro grau até seu “pós” ou doutorado? Não sei, mas gostaria que alguém que saiba possa me ilustrar. Salários dos mesmos, na maior parte das situações, aviltantes. Chances de um contrato de trabalho no exterior? Pouquíssimas. Os pelotários, ao contrário, têm enormes oportunidades por lá. Detalhe: sem necessidade de falar o idioma local.

Reconheço que o talento inato nem sempre precisa de estudo formal e diplomas para ser bem sucedido. Constrange-me constatar, no entanto, que bilhões de reais ao ano são investidos por empresas, bancos e congêneres nas áreas esportivas, principalmente no futebol-negócio, de altíssimo retorno financeiro.

Seria fantástico se pudéssemos ver, também, estampadas em camisas de jogadores, placas em campos de futebol, quadras de tênis e correlatos, propaganda de estímulo à cultura, educação e saúde. Clubes de futebol precisam de patrocinadores para sobreviver. A honrosa exceção cabe ao Barcelona da Espanha que não aceita patrocinadores. Ao contrário, estampa nas camisas de seus jogadores, sem custo, o logo da UNICEF.

Hospitais, escolas, museus, zoológicos e parques agradeceriam ser lembrados. Mas como sensibilizar os homens de negócios?

Desafio para cada um de nós!

Lições de uma Crise Global

A crise financeira mundial tem ocupado as mídias no mundo inteiro. Especulações não financeiras têm sido feitas na tentativa de prever como deverão se comportar as sociedades a partir do “dia seguinte”.

Dizem que a necessidade é a mãe da invenção. Países avessos à estatização estão recorrendo a ela – ainda que por tempo determinado segundo eles – por compreenderem que a salvação do sistema financeiro global não reside mais em ações isoladas e unilaterais. Sem ação solidária todos perdem. Sem opções, as potências deixam as vaidades de lado. Suas diferenças regionais perdem importância. Seu poderio torna-se virtual. E como dizia o poeta: “Quando a fome bate na porta o amor foge pela janela”. O mundo começa a compreender que sinergia é isso: 1+1=3.

Excelente o momento para que nós, simples mortais, possamos aprender um pouco com esta situação. Não sobre finanças, economia, política internacional.  As razões desta catástrofe, que pode mexer – e muito – com nossas vidas, não têm fundamento técnico. Provavelmente serei excomungado por tal afirmação!

A meu ver, o ser humano é insaciável na busca de suas conquistas individuais, do lucro fácil, da ostentação e do poder – seja ele econômico, financeiro, bélico ou pessoal. As instituições são geridas por homens e mulheres ansiosos por galgar posições hierarquicamente elevadas. Querem o topo! Visam conseguir uma projeção profissional que lhes permita auferir dos benefícios financeiros advindos de sua participação nas decisões. Quanto mais elevada a posição atingida maiores as concessões a serem feitas. É a regra do jogo.

Valores pessoais e éticos ficam muitas vezes comprometidos pelo “glamour” do sucesso, pelos holofotes que iluminam seus egos, pela conta bancária generosa. A competência, a lisura, a responsabilidade e respeito pelo “outro” ficam ofuscadas quando as oportunidades duvidosas e tentadoras surgem e falam mais alto.

Milhões de pessoas ao redor do globo confiaram em milhares de outras para administrar suas poupanças, suas economias de uma vida inteira, suas expectativas futuras de uma aposentadoria decente. A vulnerabilidade de instituições consideradas poderosas pelo seu porte financeiro – ainda que apenas virtual como estamos constatando –  acaba por demonstrar que são apenas castelos de cartas.

A experiência que estamos assistindo deve nos servir de lição! Ter consciência de que instituições são tão fortes, seguras e responsáveis quanto os homens (e mulheres) que respondem por elas é vital. E esta consideração deve ser levada em conta não apenas em relação ao sistema financeiro.

Acredito em uma nova ordem a ser estabelecida depois de se juntarem os cacos desta tragédia. As pessoas terão tomado consciência de sua fragilidade e daquelas nas quais elas confiam.  Solidariedade, união de forças, entendimento, transparência podem levar a sociedade a percorrer novos caminhos.

É chegado o momento de o individualismo se aposentar.

Pensar – e agir – com consciência no todo e não apenas nas partes pode ser a tábua de salvação.

 



 


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