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* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Política (Página 1 de 10)

Saia das Cordas

Cinquenta e sete milhões de brasileiros depositaram sua confiança em Jair Bolsonaro ao elegê-lo presidente da República em 2018. Sua plataforma para romper com o atoleiro em que o país foi mergulhado pela prática de políticas desastrosas durante mais de uma década – sejam econômicas, de segurança ou desenvolvimento – levou- o a sentar-se na principal cadeira do Palácio do Planalto. (Continua…)

Ao Capitão da Reserva do Exército Jair Messias Bolsonaro

Caro Capitão Bolsonaro:

Permito-me tratá-lo desta forma, neste momento, eis que a fase de transição desde sua cadeira na Câmara dos Deputados recentemente até sua investidura no maior cargo do país ainda não está terminada. Com isenção de propósitos, acompanhei sua campanha eleitoral à Presidência da República – e posterior eleição com mais de 57 milhões de votos – e, agora, sua conturbada tentativa de fazer navegar este “Titanic” com 209 milhões de passageiros e tripulantes.   (Continua…)

Não é hora de feijoada

Posso até parecer um pouco ingênuo, mas querer ver o circo pegar fogo não é solução. O país está tentando, com um novo governo eleito democraticamente pelo povo, sair do atoleiro em que se encontra há anos. Longe de ser perfeito e ideal – como nenhum o é em parte alguma deste planeta – recebeu uma herança que nem os que desconhecem o que seja política e economia ignoram. (Continua…)

Que não se perca a memória recente

Antes que prossiga nesta leitura permita-me esclarecer que não possuo procuração nem vínculo com quem quer seja: governo, políticos, siglas partidárias, órgãos de comunicação, instituições financeiras.

A observação faz-se necessária eis que estamos vivendo um verdadeiro tiroteio de informações veiculadas por várias fontes da imprensa, muitas factuais, ou seja, que se atem aos fatos sem buscar interpretá-los e outras que dão sua interpretação e versão para os mesmos fatos em uma clara demonstração de evidente parcialidade. (Continua…)

Hora de (também) olharmos para fora

O Brasil recebe um novo governo com perspectiva de firmes e novos rumos em suas políticas – principalmente aquela sob a égide do Ministério da Relações Exteriores – Itamaraty.  

O possível aumento da desaceleração econômica mundial, já a partir de 2019, e as dificuldades encontradas por lideranças europeias na condução de seus países – França à frente – podem levar a Europa a uma derrocada de consequências imprevisíveis. (Continua…)

Suprema Incoerência

“O objetivo da liberdade de expressão é tornar o cidadão um ser pensante”. (Alessandra Amato – Investidura Portal Jurídico).

O universo do Direito, a ser navegado apenas por expoentes – quando nele se tratam questões que exigem interpretações delicadas e sutis – é fascinante por suas peculiaridades. Cidadãos bem informados que acompanham de perto ações do mundo Judiciário e, também, do Executivo e Legislativo, não mais estranham comportamentos distintos diante de situações análogas. (Continua…)

O desafio é grande

Com o desenho de uma política interna e externa que rompe os paradigmas dos últimos anos, o governo-eleito prestes a se instalar em Brasília vem dando mostras de sua futura governança de forma clara e inequívoca. A julgar-se pela qualidade, formação acadêmica e técnica dos nomes definidos para ocupar os diversos ministérios, o país parece estar se distanciando da secular política do “toma lá dá cá” responsável pelo momento conturbado que vivemos desde há muito.

Um novo presidente da República, eleito majoritariamente em eleições diretas, e a celebração dos 30 anos da promulgação da última Carta Magna, com todas as instituições democráticas funcionando no Brasil, “mas com deficiências” – segundo a ministra Cármen Lúcia e ex-presidente do Superior Tribunal Federal – são bons motivos para recordarmos um pouco de História.

Somos um país instável (também) constitucionalmente. Afinal, já são sete as Constituições brasileiras desde que a primeira foi outorgada por D. Pedro I, em 25 de março de 1824. As demais, em 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988 tem sido tentativas de aperfeiçoamento face às mudanças no perfil de nossa sociedade. A de 1988, por exemplo, com 250 artigos e 80 emendas constitucionais, permanece sempre ameaçada por PEC´s (Proposta de Emenda à Constituição) em discussões no Congresso Nacional…

Para pura reflexão, lembremos que os Estados Unidos da América possuem, desde sempre, uma única Constituição. Foi criada em 1787 (entrou em vigor em 1789) e conta com apenas 7 artigos e 27 emendas. E mais: o documento original tem apenas 4.400 palavras, sendo considerada a mais curta lei fundamental de um país soberano.

Com 231 anos de existência, a Constituição Americana permanece intacta.  Apesar de o país ter passado por tempos sombrios, inclusive uma Guerra Civil entre 1861 e 1865 e o assassinato de 4 presidentes da República em plena vigência de mandato.

Note-se que a palavra “democracia” não aparece no texto da Constituição Americana uma única vez sequer!

Assim, diante de um quadro a ser ainda emoldurado, o Judiciário, que vem sofrendo críticas ao seu mais elevado nível, estará no centro das atenções, como fiel da balança que é em questões constitucionais de alta relevância. Preservar nossa Constituição, sem qualquer violação, durante a reconstrução do país que ora se inicia e permitir a criação de uma contracultura nos anos a frente visando o bem-estar e segurança de toda a população irmanada, sem tratamento diferenciado nem benesses gratuitas é o grande desafio. Do tamanho do Brasil!

Os passageiros agradecem

Os momentos mais críticos na aviação estão na decolagem e pouso de aeronaves. Passageiros, em geral, desconhecem os complexos procedimentos que ocorrem na cabine de comando onde comandante e copiloto interagem juntamente com a torre de controle tanto em terra como no ar.

Desde o “check-list” dos equipamentos eletrônicos e mecânicos – sem qualquer vacilo ou omissão, a ser cumprido com precisão cirúrgica – até a perfeita compreensão das mensagens trocadas, seja lá em que idioma for. Mensagens precisas e compreensíveis entre os pilotos na cabine e entre estes e as torres de controle de tráfego aéreo, são vitais para a segurança de qualquer voo. Muitos acidentes ocorreram – não raro com vítimas fatais em grande número – por falhas na comunicação. (Continua…)

O BRASIL do SUPERIOR TRIBUNAL FEDERAL

Em 7 de novembro, por pressão dos ministros do STF, o Senado Federal – tal qual Pilatos – lavou suas mãos em fim de mandato de seu presidente, Senador Eunício Oliveira (não reeleito em 2018), que fazendo uso de sua prerrogativa no cargo colocou em pauta para votação a proposta de aumento dos salários dos togados da Corte. O aumento foi aprovado. A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados “estava parada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado havia dois anos”. Agora, ao apagar das luzes, seguirá para aprovação ou rejeição do presidente Michel Temer. Muito, muito estranho! (Continua…)

Injusto não confiar em mais ninguém porque foi iludido por outrem

É notório que, na imprensa, articulistas e repórteres optam por seguir uma linha que atenda suas convicções políticas ou de seus empregadores. As matérias produzidas – muitas com maestria – fazem uso de artifícios que podem dar à redação sentido ambíguo ou evitando expor com clareza e precisão o intuito da mensagem para iludir o leitor.

Foi o caso de uma jornalista – em engodo explícito – ao afirmar que 89 milhões de eleitores não votaram no candidato Jair Bolsonaro à presidência da República. Meia verdade, eis que: 147mi (eleitores) – 42mi de votos (nulos, abstenções e em branco) = 105mi (válidos). Destes, 58mi foram para o presidente-eleito e 47mi para o candidato do PT. Ponto final. Mas adotando o critério da autora, teriam sido 100mi os que não votaram no PT! Ou seja, 147mi (eleitores) – 47mi (em Haddad) = 100mi. Quem com ferro fere… (Continua…)

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