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* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Saúde (Página 2 de 2)

A culpa não é do mosquito

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Segundo a Fiocruz – Fundação Osvaldo Cruz: “No início do século 20, a identificação do A. aegypti como transmissor da febre amarela urbana impulsionou a execução de rígidas medidas de controle que levaram, em 1955, à erradicação do mosquito no país. Em 1958, o país foi considerado livre do vetor pela Organização Mundial de Saúde. Mas o relaxamento das medidas de controle após a erradicação do A. aegypti permitiu sua reintrodução no país no final da década de 1960 e hoje o mosquito é encontrado em todos os Estados brasileiros”. (Continua…)

Estamos em guerra, acredite!

Estamos em guerra, acrediteO país não desconhece a existência do “mosquito da dengue” – o Aedes aegipti – responsável não apenas pela dengue, mas também pela febre chikungunya e o zika vírus. Medidas vêm sendo tomadas pelos diversos governos – dentro de suas limitadas verbas e limitados recursos humanos – para sair em campo inspecionando e combatendo os focos das doenças. Todas insuficientes! (Continua…)

Até onde e quando?

Até onde quandoVimos acompanhando pela imprensa atentados terroristas que vem ocorrendo mundo afora. Deixando de ser esporádicos, muitos são atribuídos a causas religiosas – como no caso dos praticados pelo chamado Exército Islâmico ou ISIS ou, ainda, Daesh no Oriente. Seus braços na África têm levado morte e destruição a populações indefesas. O medo vem se espalhando por diversos continentes e países onde se torna inseguro frequentar lugares públicos, viajar de metro, trem e avião. Verdadeira paranoia – justificadamente – começa a tomar conta das pessoas de todas as línguas, as quais, sem qualquer alternativa, ficam expostas a um agressor invisível, muitos considerados como “lobos solitários”. (Continua…)

… e que seu alimento seja seu remédio!

Entre alguns dos presentes que recebi no Dia dos Pais estava uma revista sobre vegetarianismo. Fazia sentido, eis que faz tempo deixei de comer carne. A razão da mudança no comportamento alimentar: por acaso, anos atrás, passando próximo a um matadouro fiquei consternado – para dizer o mínimo – com os “lamentos” dos animais ao serem sacrificados. Não foi necessário ter uma visão clara das cenas para “sentir”, de perto, profunda sensação de tortura de uma espécie que mesmo não sendo a nossa, nem por isso se tornara menos chocante. Dramática experiência! (Continua…)

A Medicina de Hipócrates

O professor da Escola de Medicina de Harvard, Dr. Bernard Lown, faz a seguinte afirmação em seu livro A Arte Perdida de Curar: “Nunca a medicina avançou tanto no diagnóstico e no tratamento e nunca o ser humano enfermo foi tão mal cuidado”.  

A primeira parte da frase é inquestionável. Já a segunda, a meu ver, nesse imenso Brasil de constrastes e disparidades, encontramos múltiplas razões para atestar que, via de regra, a assertiva cabe sem dúvida. Ressalve-se que exceções existem e residem nos médicos e instituições vinculadas a planos de saúde “Premium” – privilégio apenas para um percentual com muitos zeros depois da vírgula – antítese do nosso velho e desgastado SUS. (Continua…)

Estado de guerra

Não se trata de conflito bélico, de natureza política ou econômica.

Estadode guerra

 Estamos falando de dengue! No Brasil, os casos da doença quase dobraram em relação ao ano passado: já são 67 mil confirmações de dengue – mais da metade na Região Sudeste – a mais rica. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde destaca que entre os municípios com as maiores incidências de dengue por estrato populacional Campinas/SP lidera com 602,4 casos/100 mil hab. (população >1 milhão hab.). Em todo o estado de São Paulo já são 5.355 confirmações da doença. (Continua…)

Mens Sana in Corpore Sano

Ao comerem, as pessoas raramente têm consciência de que estão se alimentando e, eventualmente, se curando (ou adoecendo). O ato de comer se parece muito com o de respirar. Inconscientemente vamos ingerindo tudo aquilo que nos dá prazer, tentados pelo sabor (ou pela propaganda…). Dificilmente atentamos para o valor nutritivo e propriedades dos produtos colocados no prato ou no copo. Não seria exagero admitir que muitos se preocupam mais com a qualidade do combustível colocado em seus carros do que com aquele colocado em seus estômagos.

Existe, ainda, pouco interesse do cidadão comum em conhecer o próprio corpo e suas necessidades. Seja para captar energia para movimentar músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou manter saudáveis suas funções vitais.

Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro dele. A maior divulgação sobre os nocivos alimentos transgênicos – ainda que limitada a poucos setores – começa a trabalhar como elemento educativo. A agricultura orgânica, por exemplo, está recebendo apoio até do governo federal. Publicidade do ministério responsável pela área tem divulgado pela TV mensagens estimulando o consumo de produtos orgânicos. O problema maior enfrentado por aqueles conscientes dos benefícios de se consumir alimentos não contaminados por agrotóxicos é, infelizmente e ainda, o preço. Proponho, no entanto, que as escolas em parceria com e sob a orientação de fisiologistas e nutricionistas, introduzam em sua programação anual seminários sobre funcionamento do corpo e sua correta alimentação. Pais, alunos e professores, juntos, teriam muito a ganhar.

Trabalhar para modificar hábitos alimentares pouco saudáveis, arraigados, deveria ser uma bandeira a ser levantada por todos. Isto é o que pode ser feito. Como, é sua e minha responsabilidade.

 

Hipocrisia

Difícil calar-se e omitir-se diante de tal violência. Relatório da ONU nos informa que o sistema financeiro internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século. Isto mesmo, 50 anos! Dez vezes mais em um único ano! Em 2008/2009, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.

Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a atual crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome. Simplesmente 15% da população deste planeta.

A crise financeira internacional, nascida nos Estados Unidos e levando o mundo a pagar a conta, está sendo tratada de tal forma que continua protegendo os mais ricos e aviltando os mais pobres.

Uma nova ordem econômica mundial está sendo costurada por aqueles que podem mais. Em Nova Iorque a ONU, entidade que perdeu seu rumo por não possuir autonomia de fato, tenta aparentar poder. Sob falsas justificativas, os Estados Unidos alegando legítima defesa e à revelia da organização invadiu o Iraque. A ONU, apesar da constrangedora situação, para dizer o mínimo, não pediu a aplicação de sanções porque tem ciência de que dois terços do seu orçamento vêm daquele país.

Recursos dispendidos em todos os conflitos, mundo afora, se usados na educação, saúde e alimentação de povos carentes e miseráveis poderia transformar o perfil dessas sociedades. A nova ordem econômica deveria contemplar em igualdade de condições aquela social. A retórica é sempre convincente. Populações famintas, no entanto, não se alimentam de palavras nem de promessas. Os interesses econômicos e financeiros sempre relegaram a um segundo plano as necessidades básicas do ser humano. Estas são atendidas apenas quando os investimentos feitos dão retorno, aquele mostrado em balanços. Na França do fim do século 18, Maria Antonieta, sua rainha, teria dito em folclórica frase aos que não tinham pão para comer: “se não têm pão dê-lhes brioches”.

O resultado está na história.

Holambra, Cidade das Flores e das Torres

“No que mais se diferenciam os pássaros do ser humano é na sua capacidade de construir, mas deixando a paisagem como estava”.

Domingo, 10 de maio, Dia das Mães. Céu azulado, dia lindo, ensolarado, convidativo para poder desfrutar da presença das queridas mães. Para aqueles que já se despediram delas fica a oportunidade de, quem sabe, partilhar com as mães de seus netos.

A impermanência nos leva a viver cada dia de um modo diferente e, não raro, sem que o percebamos. É o ciclo da existência que se renova a cada momento.

Resido em Holambra há 20 anos. Por opção. Pela identificação com a história dos pioneiros, sua luta para fazer deste lugar um exemplo de sociedade séria, responsável, respeitosa e digna, viemos viver aqui. Tenho acompanhado, às vezes com alegria e outras nem tanto, o desenvolvimento de nossa cidade desde a época da Fazenda Ribeirão.

Aquilo que chamamos de progresso nos trouxe menos poeira, saneamento básico, assistência médica próxima, infra-estrutura de comunicações. Recebemos, também, mais insegurança, trânsito movimentado, poluição sonora e visual. Lentamente, a exemplo do que acontece com o nosso envelhecimento, não percebemos as mutações que se processam em nosso meio. E às vezes nos assustamos quando nos damos conta.

Nessa linda manhã de maio, Dia das Mães, abro a janela como tantas vezes faço, todos os dias, e me surpreendo. Descortino perplexo, entre o verde das árvores e tendo como pano de fundo um belíssimo céu azul, UMA TORRE DE COMUNICAÇÃO CELULAR sendo montada. Seu local, a Rua Campo das Palmas. Já erigida, rapidamente transformou a paisagem que, desde sempre, pertencia à mãe natureza. Sabemos que, lamentavelmente, não é a primeira e, certamente, não será a última torre a ser instalada em Holambra. A polêmica sobre os males causados à saúde pela radiação, cientificamente comprovados e muitas vezes refutada, nunca será resolvida. O “lobby” das poderosas operadoras de comunicação celular – a exemplo daquele infiltrado na área dos transgênicos envenenando boa parte de nossos alimentos – é forte demais. Conta com a anuência das autoridades constituídas e permissividade daqueles que por uns reais a mais desrespeitam seu próximo e a natureza que nos cerca.

Democrática e respeitosamente, os holambrenses deveriam ser ouvidos – sempre em primeiro lugar – sobre a tomada de decisões unilaterais que possam afetar, principalmente, sua saúde. Holambra não merece conviver com isto. Fica a mercê de interesses que não se coadunam com sua vocação.

Deixo registrado aqui meu veemente protesto por mais esta agressão ao nosso meio ambiente, à nossa saúde e à nossa qualidade de vida.

Adolescentes da Terceira Idade

O tempo vai passando, o homem ficando mais longevo e comprovando que suas oportunidades de continuar sendo útil à sociedade decrescem. Ao longo da história – não a dos tempos modernos – cabelos brancos e rugas sempre foram sinônimos de sabedoria, experiência, prudência, sensatez. Eram o resultado de tudo aquilo que não se aprendia – e continua não se aprendendo – na escola. A não ser na escola da vida.

Um arsenal de artifícios leva o homem movido a marketing publicitário a tentar parecer o que não é e, pior, o que tem vergonha de ser. A poderosa indústria da juventude, que encanta os jovens e assusta aqueles com mais de 40, 50 ou 60 anos, estabelece conceitos e cria preconceitos aceitos por todos sem dó nem piedade.

O mercado de trabalho, que cria regras específicas e rígidas oferecendo oportunidades apenas para quem chegou, no máximo, aos 35/40 anos, a exceção fica por conta daqueles com potencial para ocupar os chamados cargos executivos de alto nível.

O curioso de tudo isto é que não faz muito tempo o homem não vivia muito mais do que esses poucos anos. Os índices de mortalidade, inclusive precoce, eram assustadores. Hoje vivemos muito mais. O tempo médio de vida do brasileiro gira, agora, em torno dos 70 anos. E continua avançando.

Mas o ser humano adora rotular as coisas. Rotula e define, por exemplo, que idosa é aquela pessoa que já está na casa dos 60 anos (antigamente identificadas como sexagenárias). Em sinal de “respeito” criaram-se, para elas e aquelas de idade mais avançada – ostensivamente – passes gratuitos para ônibus, tarifas reduzidas para entretenimento, filas compartilhadas com gestantes, deficientes, mães com filhos no colo, e outras conveniências piedosas. Apesar de muitas serem ainda saudáveis e com “pique”.

As pessoas – em qualquer idade – têm ambições, querem se realizar ou continuar se realizando, sentirem-se úteis de fato e não apenas por caridade. Após certa idade são induzidas a acreditar, no entanto, que seu potencial acabou, que são dignas de comiseração, que têm simplesmente que tocar a vida aguardando o fim de seus dias sem nenhuma perspectiva. Dentro deste quadro, o mais incrível é que tem gente, não pouca, com 70 ou mais anos, com mais vigor e cabeça que muitos de 40 ou até menos idade. Mas o estigma imposto por nossa sociedade derrota muitas delas prematuramente.

Já é chegado o momento de a idade cronológica dos menos jovens deixar de ser parâmetro para balizar caminhos e definir quem pode ou não fazer o que e em que condições. Estereotipamos tudo. Se uma Jane Fonda aos 50 está mais enxuta que muitas de 30, não importa: é uma cinqüentona e integrante do “Clube da Terceira”. Mas graças à evolução da medicina moderna, tem sido possível ao homem se tornar cada vez mais saudável, física e mentalmente. O lamentável é se constatar ainda que os critérios que permitem ao mesmo homem, com saúde, continuar dando sua contribuição à comunidade independentemente de sua idade, permanecem tão arcaicos como nos meados do século XX.

As grandes exceções são encontradas nos mundos da política, da ciência, das artes, da literatura. Presidentes como Reagan e Mitterand, primeiros-ministros como Churchill, Adenauer, cientistas como Einstein, Schwitzer, escritores como Jorge Amado, artistas como Paulo Autran e Dercy Gonçalves – adolescentes da chamada terceira idade – mantiveram-se ativos. Não foram jamais considerados perante a sociedade como septuagenários ou octogenários. Foram respeitados, sim, pelo que foram como pessoas, por sua contribuição em todas as fases de suas vidas.

É chegada, portanto, a hora de repensar o modelo de julgamento etário. Muito em breve o homem estará vivendo com saúde e disposição por mais de cem anos, com seus neurônios funcionando a plena carga. Será que teremos que aguardar até lá para considerarmos os nossos adolescentes da terceira idade como membros ainda aptos a desempenhar seu papel com dignidade? Ou devemos continuar depositando-os nos asilos da esperança?

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