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* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Saúde (Página 2 de 3)

Idade, apenas um número

Idade, apenas um numeroMorreu, dia 5 de junho, aos 104 anos, o fisiculturista Manohar Aich. Apelidado de “Hércules de bolso” por causa de sua pequena altura, se tornou o primeiro indiano a ganhar o título de Mr. Universo em 1952.  

O Guinness World Records e o Gerontology Research Group (GRG) reconhecem, em uma lista, as 100 pessoas mais idosas do mundo. Todas, obviamente, já celebraram seus centenários e não poucas, com muita folga… (Continua…)

A cara do Brasil

O Brasil tem 13 milhões de analfabetos, número que representa 8,7% da população acima de 15 anos, acompanhada de analfabetos funcionais (aqueles que apenas conhecem letras e números, mas não leem) e somam 27%.

A cara do Brasil 1

Em vista da assertiva, parece que as indústrias de todos os matizes instaladas no país tratam com descaso suas leis. Leis que exigem das ditas, por exemplo, fornecer aos consumidores informações claras e precisas sobre os produtos que colocam no mercado. Mas, e como se dizia antigamente: “coisa pra inglês ver”. Ainda mais diante dos números acima. (Continua…)

A culpa não é do mosquito

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Segundo a Fiocruz – Fundação Osvaldo Cruz: “No início do século 20, a identificação do A. aegypti como transmissor da febre amarela urbana impulsionou a execução de rígidas medidas de controle que levaram, em 1955, à erradicação do mosquito no país. Em 1958, o país foi considerado livre do vetor pela Organização Mundial de Saúde. Mas o relaxamento das medidas de controle após a erradicação do A. aegypti permitiu sua reintrodução no país no final da década de 1960 e hoje o mosquito é encontrado em todos os Estados brasileiros”. (Continua…)

Estamos em guerra, acredite!

Estamos em guerra, acrediteO país não desconhece a existência do “mosquito da dengue” – o Aedes aegipti – responsável não apenas pela dengue, mas também pela febre chikungunya e o zika vírus. Medidas vêm sendo tomadas pelos diversos governos – dentro de suas limitadas verbas e limitados recursos humanos – para sair em campo inspecionando e combatendo os focos das doenças. Todas insuficientes! (Continua…)

Até onde e quando?

Até onde quandoVimos acompanhando pela imprensa atentados terroristas que vem ocorrendo mundo afora. Deixando de ser esporádicos, muitos são atribuídos a causas religiosas – como no caso dos praticados pelo chamado Exército Islâmico ou ISIS ou, ainda, Daesh no Oriente. Seus braços na África têm levado morte e destruição a populações indefesas. O medo vem se espalhando por diversos continentes e países onde se torna inseguro frequentar lugares públicos, viajar de metro, trem e avião. Verdadeira paranoia – justificadamente – começa a tomar conta das pessoas de todas as línguas, as quais, sem qualquer alternativa, ficam expostas a um agressor invisível, muitos considerados como “lobos solitários”. (Continua…)

… e que seu alimento seja seu remédio!

Entre alguns dos presentes que recebi no Dia dos Pais estava uma revista sobre vegetarianismo. Fazia sentido, eis que faz tempo deixei de comer carne. A razão da mudança no comportamento alimentar: por acaso, anos atrás, passando próximo a um matadouro fiquei consternado – para dizer o mínimo – com os “lamentos” dos animais ao serem sacrificados. Não foi necessário ter uma visão clara das cenas para “sentir”, de perto, profunda sensação de tortura de uma espécie que mesmo não sendo a nossa, nem por isso se tornara menos chocante. Dramática experiência! (Continua…)

A Medicina de Hipócrates

O professor da Escola de Medicina de Harvard, Dr. Bernard Lown, faz a seguinte afirmação em seu livro A Arte Perdida de Curar: “Nunca a medicina avançou tanto no diagnóstico e no tratamento e nunca o ser humano enfermo foi tão mal cuidado”.  

A primeira parte da frase é inquestionável. Já a segunda, a meu ver, nesse imenso Brasil de constrastes e disparidades, encontramos múltiplas razões para atestar que, via de regra, a assertiva cabe sem dúvida. Ressalve-se que exceções existem e residem nos médicos e instituições vinculadas a planos de saúde “Premium” – privilégio apenas para um percentual com muitos zeros depois da vírgula – antítese do nosso velho e desgastado SUS. (Continua…)

Estado de guerra

Não se trata de conflito bélico, de natureza política ou econômica.

Estadode guerra

 Estamos falando de dengue! No Brasil, os casos da doença quase dobraram em relação ao ano passado: já são 67 mil confirmações de dengue – mais da metade na Região Sudeste – a mais rica. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde destaca que entre os municípios com as maiores incidências de dengue por estrato populacional Campinas/SP lidera com 602,4 casos/100 mil hab. (população >1 milhão hab.). Em todo o estado de São Paulo já são 5.355 confirmações da doença. (Continua…)

Mens Sana in Corpore Sano

Ao comerem, as pessoas raramente têm consciência de que estão se alimentando e, eventualmente, se curando (ou adoecendo). O ato de comer se parece muito com o de respirar. Inconscientemente vamos ingerindo tudo aquilo que nos dá prazer, tentados pelo sabor (ou pela propaganda…). Dificilmente atentamos para o valor nutritivo e propriedades dos produtos colocados no prato ou no copo. Não seria exagero admitir que muitos se preocupam mais com a qualidade do combustível colocado em seus carros do que com aquele colocado em seus estômagos.

Existe, ainda, pouco interesse do cidadão comum em conhecer o próprio corpo e suas necessidades. Seja para captar energia para movimentar músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou manter saudáveis suas funções vitais.

Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro dele. A maior divulgação sobre os nocivos alimentos transgênicos – ainda que limitada a poucos setores – começa a trabalhar como elemento educativo. A agricultura orgânica, por exemplo, está recebendo apoio até do governo federal. Publicidade do ministério responsável pela área tem divulgado pela TV mensagens estimulando o consumo de produtos orgânicos. O problema maior enfrentado por aqueles conscientes dos benefícios de se consumir alimentos não contaminados por agrotóxicos é, infelizmente e ainda, o preço. Proponho, no entanto, que as escolas em parceria com e sob a orientação de fisiologistas e nutricionistas, introduzam em sua programação anual seminários sobre funcionamento do corpo e sua correta alimentação. Pais, alunos e professores, juntos, teriam muito a ganhar.

Trabalhar para modificar hábitos alimentares pouco saudáveis, arraigados, deveria ser uma bandeira a ser levantada por todos. Isto é o que pode ser feito. Como, é sua e minha responsabilidade.

 

Hipocrisia

Difícil calar-se e omitir-se diante de tal violência. Relatório da ONU nos informa que o sistema financeiro internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século. Isto mesmo, 50 anos! Dez vezes mais em um único ano! Em 2008/2009, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.

Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a atual crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome. Simplesmente 15% da população deste planeta.

A crise financeira internacional, nascida nos Estados Unidos e levando o mundo a pagar a conta, está sendo tratada de tal forma que continua protegendo os mais ricos e aviltando os mais pobres.

Uma nova ordem econômica mundial está sendo costurada por aqueles que podem mais. Em Nova Iorque a ONU, entidade que perdeu seu rumo por não possuir autonomia de fato, tenta aparentar poder. Sob falsas justificativas, os Estados Unidos alegando legítima defesa e à revelia da organização invadiu o Iraque. A ONU, apesar da constrangedora situação, para dizer o mínimo, não pediu a aplicação de sanções porque tem ciência de que dois terços do seu orçamento vêm daquele país.

Recursos dispendidos em todos os conflitos, mundo afora, se usados na educação, saúde e alimentação de povos carentes e miseráveis poderia transformar o perfil dessas sociedades. A nova ordem econômica deveria contemplar em igualdade de condições aquela social. A retórica é sempre convincente. Populações famintas, no entanto, não se alimentam de palavras nem de promessas. Os interesses econômicos e financeiros sempre relegaram a um segundo plano as necessidades básicas do ser humano. Estas são atendidas apenas quando os investimentos feitos dão retorno, aquele mostrado em balanços. Na França do fim do século 18, Maria Antonieta, sua rainha, teria dito em folclórica frase aos que não tinham pão para comer: “se não têm pão dê-lhes brioches”.

O resultado está na história.

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