PONDERANDO

* * * Reflexão em 120 segundos * * *

Categoria: Sustentabilidade (Página 2 de 3)

Ciclo existencial

Ciclo existencialUm estudante nigeriano alcançou as maiores notas em uma universidade japonesa desde 1965. Mas esse não foi o único recorde quebrado por Ufot Ekong. Em seu primeiro semestre na universidade, o estudante conseguiu resolver uma equação matemática que estava há 30 anos sem solução. Ekong estuda engenharia elétrica na Universidade de Tokai (particular e direcionada a carreiras de ciências e tecnologia), em Tóquio.

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Futuro à Vista

Futuro à vistaSegundo editorial publicado pela BBC News, escrito por seu Editor de Ciência, David Shukman, o físico britânico Stephen Hawking afirmou que a humanidade corre o risco de ter de enfrentar uma série de perigos criada por ela mesma como guerra nuclear, aquecimento global e vírus criados pela engenharia genética.
O cientista disse, também, que o progresso na ciência e na tecnologia criará “novas formas de as coisas darem errado”. O físico prevê que a humanidade enfrentará sérios apuros no futuro e que sua sobrevivência dependerá da capacidade de colonizar outros planetas. (Continua…)

Redes Sociais

Redes SociaisWhatsApp, Facebook, Pinterest, Youtube, Google, Instagram, Linkedin, Twitter e mais outras tantas redes sociais mundo afora, reformularam a teoria das comunicações humanas e o inter-relacionamento pessoal, tornando o prazeroso contato humano através da conversa, decadente. Mas vieram para ficar, presentes nos quatro cantos do mundo (como se a Terra não fosse redonda). 

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Idade, apenas um número

Idade, apenas um numeroMorreu, dia 5 de junho, aos 104 anos, o fisiculturista Manohar Aich. Apelidado de “Hércules de bolso” por causa de sua pequena altura, se tornou o primeiro indiano a ganhar o título de Mr. Universo em 1952.  

O Guinness World Records e o Gerontology Research Group (GRG) reconhecem, em uma lista, as 100 pessoas mais idosas do mundo. Todas, obviamente, já celebraram seus centenários e não poucas, com muita folga… (Continua…)

Basta garimpar

NotíciaBasta garimpars produzidas por todas as mídias primam por escancarar o lado sombrio da vida. Com a exposição da violência incontida, das catástrofes, da política despudorada lastreada por conivências corrompidas, da economia do país já no fundo do poço seco. Resolvi, por isto, garimpar nas páginas escondidas do noticiário algo que pudesse trazer um pouco de alento nestes dias também conturbados fora do país. (Continua…)

Crise ou oportunidade?

Office life

Encontro no dicionário doze significados distintos para a palavra crise. Não por acaso, debruço-me sobre dois pertinentes aos tempos “kamikazes” que enfrentamos: “momento histórico indefinido ou de riscos inquietantes” e “fase de transição entre um surto de prosperidade e outro de depressão ou, vice-versa”. (Continua…)

Por enquanto, não dá

Por enquanto não dáAs sociedades sempre foram estruturadas e governadas pela hierarquia. No caso dos humanos, ela rege a organização das leis, do Estado, militar, empresarial, religiosa, até mesmo familiar. Nos agrupamentos animais, a hierarquia é de dominância, tendo o leão, considerado o Rei das Selvas, como um belo exemplo. (Continua…)

Pessach

Em tempos de conturbação social, política e econômica mundo afora, a semana santa que ora se inicia poderia servir de reflexão para membros da comunidade cristã – que interagem com outras religiões na busca de um caminho de sobrevivência pacífica entre todos os povos. Afinal, doutrinas pregam o bem – e perseguem a paz em suas comunidades – apesar de, em nome de seus ícones, muitas exercitarem a violência na tentativa de manter sua hegemonia.

Pessach

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Hipocrisia

Difícil calar-se e omitir-se diante de tal violência. Relatório da ONU nos informa que o sistema financeiro internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século. Isto mesmo, 50 anos! Dez vezes mais em um único ano! Em 2008/2009, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.

Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a atual crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome. Simplesmente 15% da população deste planeta.

A crise financeira internacional, nascida nos Estados Unidos e levando o mundo a pagar a conta, está sendo tratada de tal forma que continua protegendo os mais ricos e aviltando os mais pobres.

Uma nova ordem econômica mundial está sendo costurada por aqueles que podem mais. Em Nova Iorque a ONU, entidade que perdeu seu rumo por não possuir autonomia de fato, tenta aparentar poder. Sob falsas justificativas, os Estados Unidos alegando legítima defesa e à revelia da organização invadiu o Iraque. A ONU, apesar da constrangedora situação, para dizer o mínimo, não pediu a aplicação de sanções porque tem ciência de que dois terços do seu orçamento vêm daquele país.

Recursos dispendidos em todos os conflitos, mundo afora, se usados na educação, saúde e alimentação de povos carentes e miseráveis poderia transformar o perfil dessas sociedades. A nova ordem econômica deveria contemplar em igualdade de condições aquela social. A retórica é sempre convincente. Populações famintas, no entanto, não se alimentam de palavras nem de promessas. Os interesses econômicos e financeiros sempre relegaram a um segundo plano as necessidades básicas do ser humano. Estas são atendidas apenas quando os investimentos feitos dão retorno, aquele mostrado em balanços. Na França do fim do século 18, Maria Antonieta, sua rainha, teria dito em folclórica frase aos que não tinham pão para comer: “se não têm pão dê-lhes brioches”.

O resultado está na história.

Vitalizar

Bom dia. Obrigado. Por favor. Com licença.

Expressões que ouvimos cada vez menos no contato entre as pessoas. Efeito da globalização? Da vida corrida, paradoxalmente imposta pelo encurtamento de distâncias?  Falta de tempo dos pais para ensinar e filhos para aprender?

O perfil das sociedades em todo o mundo se transformou de tal forma que, hoje, dificilmente sabemos quem e o que realmente somos.  A globalização, aliada à internet, nos converteu em seres desfigurados. As máquinas, paulatinamente, foram ocupando o espaço antes reservado ao intelecto. Novas gerações sequer sabem calcular operações simples sem uma calculadora.  A escola, antes templo da educação, vive agora, mundo afora, em instalações protegidas, com seguranças às portas, câmeras dentro e fora dos recintos, algumas com detectores de metais, professores ameaçados, aulas dadas com microfones, alunos sendo educados para passar em vestibulares e universitários recebendo seus diplomas com um mínimo de qualificação.

A educação do ser humano, a ser feita desde cedo pelos pais, foi perdendo sua força com mães se profissionalizando – muitas vezes competindo com os próprios maridos – e ausentes no dia-a-dia da família. As “nannies” passaram a ter lugar de destaque na educação e, até mesmo, na orientação dos pais. Babás eletrônicas para todas as idades, televisões, games e chats ocupando o lugar antes dedicado aos deveres de casa e diversão criativa. Refeições em família? Difícil encontrar tempo para conciliar horários, momentos antes sagrados e consagrados ao entendimento, conhecimento e relacionamento.

A vida on-line e tempo real tem criado jovens e adolescentes desorientados, que se agarram ao álcool, drogas, sexo descompromissado, desconhecendo sua própria identidade. Toda a parafernália eletrônica disponível, o endeusamento do corpo e da beleza produzidas por foto-shops influenciando ingênuos, os fast-foods transgenizados e alimentos fertilizados em tecnicolor, transforma nossas sociedades em passageiros sem destino.

A vida parece ter se resumido a um apertar de botões, produção e recepção de imagens, troca e discussão de idéias por meio de teclas, dentro de um mundo virreal (termo que acabo de criar significando virtual-real). A massificação está nos tornando – sempre com felizes exceções – seres robotizados, sem que o percebamos.

Quanto mais ferramentas de conforto e lazer dispomos menor o tempo que temos disponível para criar, conversar, meditar. Em suma, sermos nós mesmos.

Se possível revertermos este quadro e deslumbrarmos novos horizontes, aqueles que dependem de nossa orientação agradecerão um dia, quem sabe, por termos lhes oferecido a oportunidade de serem eles próprios, eles mesmos.

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