Ao comerem, as pessoas raramente têm consciência de que estão se alimentando e, eventualmente, se curando (ou adoecendo). O ato de comer se parece muito com o de respirar. Inconscientemente vamos ingerindo tudo aquilo que nos dá prazer, tentados pelo sabor (ou pela propaganda…). Dificilmente atentamos para o valor nutritivo e propriedades dos produtos colocados no prato ou no copo. Não seria exagero admitir que muitos se preocupam mais com a qualidade do combustível colocado em seus carros do que com aquele colocado em seus estômagos.

Existe, ainda, pouco interesse do cidadão comum em conhecer o próprio corpo e suas necessidades. Seja para captar energia para movimentar músculos, recuperar-se de ferimentos e doenças ou manter saudáveis suas funções vitais.

Milhares de reações químicas acontecem a todo instante dentro dele. A maior divulgação sobre os nocivos alimentos transgênicos – ainda que limitada a poucos setores – começa a trabalhar como elemento educativo. A agricultura orgânica, por exemplo, está recebendo apoio até do governo federal. Publicidade do ministério responsável pela área tem divulgado pela TV mensagens estimulando o consumo de produtos orgânicos. O problema maior enfrentado por aqueles conscientes dos benefícios de se consumir alimentos não contaminados por agrotóxicos é, infelizmente e ainda, o preço. Proponho, no entanto, que as escolas em parceria com e sob a orientação de fisiologistas e nutricionistas, introduzam em sua programação anual seminários sobre funcionamento do corpo e sua correta alimentação. Pais, alunos e professores, juntos, teriam muito a ganhar.

Trabalhar para modificar hábitos alimentares pouco saudáveis, arraigados, deveria ser uma bandeira a ser levantada por todos. Isto é o que pode ser feito. Como, é sua e minha responsabilidade.