Custo da transferência do jogador Kaká do Milan, da Itália, para o futebol espanhol: R$ 178.750.000,00. De Cristiano Ronaldo, do Manchester United, da Inglaterra, para o mesmo destino: R$ 202.500.000,00. Salários do primeiro, R$ 2.025.000,00 a cada 30 dias. O do segundo, creio que por razões de IR, não divulgado. Todos com direito a empresários para defender seus interesses econômicos e financeiros, assessores de imprensa e sites pessoais na internet.

Custo para formação dos próprios, como pelotários, às expensas de suas famílias? Custo de formação de um médico, advogado, engenheiro, biólogo, pesquisador, cientista, do primeiro grau até seu “pós” ou doutorado? Não sei, mas gostaria que alguém que saiba possa me ilustrar. Salários dos mesmos, na maior parte das situações, aviltantes. Chances de um contrato de trabalho no exterior? Pouquíssimas. Os pelotários, ao contrário, têm enormes oportunidades por lá. Detalhe: sem necessidade de falar o idioma local.

Reconheço que o talento inato nem sempre precisa de estudo formal e diplomas para ser bem sucedido. Constrange-me constatar, no entanto, que bilhões de reais ao ano são investidos por empresas, bancos e congêneres nas áreas esportivas, principalmente no futebol-negócio, de altíssimo retorno financeiro.

Seria fantástico se pudéssemos ver, também, estampadas em camisas de jogadores, placas em campos de futebol, quadras de tênis e correlatos, propaganda de estímulo à cultura, educação e saúde. Clubes de futebol precisam de patrocinadores para sobreviver. A honrosa exceção cabe ao Barcelona da Espanha que não aceita patrocinadores. Ao contrário, estampa nas camisas de seus jogadores, sem custo, o logo da UNICEF.

Hospitais, escolas, museus, zoológicos e parques agradeceriam ser lembrados. Mas como sensibilizar os homens de negócios?

Desafio para cada um de nós!