O pré-sal tem dominado as manchetes como carro-chefe de propaganda eleitoral. Abaixo do, e não no pré-sal encontram-se reservas petrolíferas estimadas em bilhões de barris. Profundidade: 7 a 8 mil metros. Custo para sua exploração, produção e transporte: astronômico. E ninguém arrisca um número.

Já contamos com o etanol – de fonte renovável – produzido aqui a partir da cana de açúcar e do milho nos Estados Unidos. Mas lá, sua participação na matriz energética é mínima por ser o cereal  considerado importante na alimentação de animais e humanos. Aqui, alguns questionam o uso de áreas agriculturáveis para fins de produção de combustíveis.

Curiosamente a gigante americana do petróleo Exxon-Mobil está projetando investir US$ 600 milhões em estudos para produzir biocombustíveis a partir de algas. Para executar a tarefa encarregou ninguém menos que o pai do genoma humano: o cientista Craig Venter.

A PetroAlgae, empresa americana que domina a tecnologia de produção de biocombustíveis a partir de algas, fechou com a China o primeiro acordo de licenciamento de seu sistema fora dos Estados Unidos. Instalará dez unidades de produção ao final de 2009.

Estaríamos nós na contramão da história?

Enquanto a crise atual deixará, segundo a ONU, 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome, o Brasil investe bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de petróleo com retorno ainda duvidoso.

E mais US$ 4 bilhões na compra de 36 caças de guerra de origem francesa, fora alguns submarinos, inclusive um nuclear! Já que possuímos cinco e futuramente dez subs, estaremos prontos para, a qualquer momento, defender a pátria amada com o nosso glorioso São Paulo à frente- o solitário porta-aviões de nossa Esquadra.

Se esses investimentos fossem dirigidos para o setor primário, inclusive na pesquisa de energia renovável além do etanol, poderia o país  contribuir – e muito – para a redução da fome e da miséria no mundo. Inclusive por aqui.

Alea Jacta Est!

A sorte está lançada