Holambra já causou a agradável impressão aos que a visitavam de ser uma cidade com características européias. Tudo a reboque da incontestável fama de maior produtora de flores do país e sua colonização holandesa. Com o crescimento demográfico, muitas das características originais foram se perdendo e distanciando a cidade do perfil europeu.

Turistas procuram contrastes em seus passeios. Latinos visitam a Europa, europeus o calor dos trópicos, praianos as montanhas e serranos as praias. Como cidade pequena, com fácil acesso por excelentes estradas e infra-estrutura razoável, Holambra é a única cidade da região que ainda pode oferecer algum contraste para qualquer turista. Ainda que pouco cuidada nos últimos tempos, seu visual aqui e ali oferece a oportunidade de mostrar aos que nos visitam  aspectos extremamente agradáveis.

O “slogan” é Cidade das Flores. O que menos encontramos circulando pelo centro e arredores são flores e jardins bem cuidados. A Rota dos Imigrantes é um paliteiro de totens, de péssimo gosto, identificando o comércio. Difícil encontrar uma justificativa plausível para essa absurda poluição visual absolutamente incongruente.

Em realidade, nos tornamos uma cidade comum com um invejável potencial turístico incomum. Imagine-se que, por exemplo, proprietários e funcionários dos estabelecimentos comerciais possam se apresentar vestidos a caráter durante eventos, fins-de-semana, feriadões e férias. Seria impactante. Imagine-se, ainda, jovens  e não tão jovens circulando naturalmente pelo centro e pontos como o Moinho vestindo trajes típicos, ao melhor estilo de Veneza. Seriam estrelas fotografadas com nossos visitantes. Souvenir de primeiro mundo. Empatia assegurada. E, ainda, enfeitarmos postes de iluminação, sacadas e janelas do comércio com floreiras. Memórias para serem levadas. Contrastes a serem oferecidos.

Esperemos que Holambra não seja lembrada apenas como cidade que abriga um evento chamado Expoflora, hoje uma grande feira com exposição de flores.

Se o portal de entrada nos lembra que tudo começou em 1948 com os imigrantes holandeses, pouco há para lembrar aos visitantes que este ainda é um oásis com muitas tradições e histórias a serem  mostradas e contadas.