Qualquer candidato a uma vaga no Superior Tribunal Federal deve preencher a dois pré-requisitos: notório saber jurídico e reputação ilibada (artigo 104 da Constituição Federal).

A vaga hoje existente no STF, segundo consta, deverá ser ocupada por candidato referendado pelo Planalto, o hoje Advogado Geral da União. Sem mestrado nem doutorado, seu saber jurídico tem sido questionado. Já foi reprovado em concurso, duas vezes, para o cargo de juiz. A reputação, colocada em cheque por processos que lhe estão sendo movidos no Amapá, lança dúvidas sobre sua idoneidade.        Não obstante, o também advogado do partido do governo será sabatinado pelos senadores conforme manda a praxe selando assim o seu destino: o órgão máximo do Poder Judiciário do Brasil, representado por egrégios doutores em direito.

A petulância com que está sendo cometido mais este ato não é menor que os  conluios para aprovar qualquer matéria em Brasília e fazer-nos crer que somos todos analfabetos. Todos não, de acordo com o IBGE apenas cerca de 15 milhões. Número suficiente para eleger, até, um presidente da república.

São 39 os ministérios do nosso governo federal. Por que tantos? Fico com a leve impressão de que todos os espaços da esfera controlável, ou seja, aqueles que possam interferir em qualquer decisão governamental estejam estrategicamente ocupados.

Uma verdadeira teia que se estende como os fios de seda produzidos pela aranha para sua sobrevivência, que vai além dos três poderes. Diferentes tipos de fios de seda são usados para encapsulamento de presas, formação de moldura, raios, espirais e, finalmente, construção de casulos. Algumas aranhas sobem em pontos altos, liberam um fio de teia e se deixam levar pelo vento. Assim povoam ilhas e continentes.

Os segmentos bem informados da sociedade, não doutrinados por discursos de palanques, a tudo assistem perplexos e impotentes.

Desmandos e desvarios que fariam corar um obsceno!