Dizem que cada povo tem o governo que merece! Decoro, como substantivo, é definido como pudor, recato no agir e no falar.

Curiosamente e dentro de minha não pequena ignorância, desconheço a existência de algum padrão de comportamento exigido para presidentes da República. Fico com a impressão de que nosso regime presidencialista não obedece a regras de conduta ética e, porque não, de boa educação. Não obedece por que, ao que eu saiba, simplesmente não existem. Estamos mais para um regime monárquico onde a verborragia real é aclamada pelas massas e olhada, com já não mais surpresa, pelos amassados.

O brasileiro médio não prima pela boa educação. A escolarização precária e deficiente, por falta de estrutura do Estado, deixa sem instrução básica parcela significativa de nossos jovens. Polidez e civilidade são aprendidos na família, na rua, no convívio social qualquer que seja ele, nos meios de comunicação. Arrisco-me a omitir a escola pois esta parece estar mais preocupada com a formação acadêmica do que com aquela que forma o cidadão na acepção da palavra. O Estado brasileiro não oferece educação de qualidade mas, demagogicamente, oferece quotas em universidades como se o conhecimento pudesse ser medido por decretos.

Uma imagem vale por mil palavras, afirma o adágio. Quando reforçada pelas últimas, seu impacto é contundente. Principalmente se vindas da boca de alguém investido no cargo de presidente da República.

Recentemente, com a maior tranquilidade e sem qualquer contrangimento – muito pelo contrário –  perante platéia e imprensa televisiva, o próprio tentou fazer graça com os termos do título acima.          Inconsciente, jocosa e desrepeitosamente chegou a denegrir a imagem de organismos internacionais como o G-4 e o G-20. Vulgaridade não faltou ao se referir às pererecas. E de quebra, como de hábito, gerar conflito entre classes sociais ao falar de tema pertinente: a cachaça.

Possuímos uma população carente de saber e de educação!

Mas como ninguém pode dar o que não tem ficamos todos – uns por ignorância e outros tantos, ignorados – à mercê de indivíduos investidos de poder temporário mas, quase ilimitado. E pior: dando censuráveis exemplos  aos filhos do Brasil.

Quem é o povo que elege alguém?