O planeta tem sido açoitado nos últimos meses  por fenômenos climáticos sem precedentes. Tanto em intensidade quanto em freqüência. Relembrá-los seria inútil, pois estou certo de que estão todos gravados em nossas memórias.

Fico com a impressão de que boa parte da humanidade ainda não acordou para a nova realidade que estamos presenciando. Não hesitaria em responsabilizar os governos de todos os cantos da terra pelo sofrimento de populações inteiras independentemente de onde se encontrem. Sobrou desolação para seres humanos de todas as etnias, sem exceção. Seres humanos colocados em segundo plano ante interesses que visam priorizar, apenas, os econômicos – para sobrevivência de políticos e empresários desqualificados mundo afora.

Os encontros realizados por organismos internacionais em sofisticados ambientes, com centenas de representantes, desfrutando de mordomias que poucos mortais podem usufruir, assinando acordos com pompa e circunstância, raramente levam a alguma solução concreta. O COP 15 (Cúpula Climática de Copenhague) realizado no fim do ano passado é um exemplo deplorável da ineficiência do sistema vigente.

Organizações internacionais, que há muito perderam as funções para as quais foram criadas, se comportam como a rainha da Inglaterra. Talvez o maior exemplo delas seja a ONU, que mantem aparência de monarcas destituídos, sem qualquer poder de fato, freqüentemente ridicularizada por ter suas decisões ignoradas pelas grandes potências.

Prevendo o esfacelamento do planeta, com a dizimação de seus habitantes, nações desenvolvidas vêm desde há muito procurando vida em outros planetas, investindo trilhões. Pensando, quem sabe, em uma versão futurista da Arca de Noé para salvar parte da humanidade. A dinheirama seria mais que suficiente para solucionar definitivamente seculares problemas enfrentados pelos terráqueos, como a fome de bilhões e a insalubridade em continentes. Ainda haveria troco, se não houvesse mutretagem,  para a criação de condições de vida dignas para todos, sem privilégios de castas.

Mas ao que parece, governos não são eleitos para defender e proteger seus cidadãos. Com o apoio financeiro de grandes e poderosas corporações, sempre recompensadas mais tarde, em prol delas governam relegando os cidadãos à ditadura da demagogia.

Ouvi uma frase contundente recentemente: “ a América (EUA) não é uma nação. É uma corporação ”. Bingo!

E mais não foi dito nem se lhe foi perguntado.