Estamos vivendo campanhas eleitorais – antes da hora – visando às eleições de outubro. O TSE, responsável pela fiscalização de processos eleitorais, não consegue coibir abusos e indisciplina exercidas por políticos, a começar pelo presidente da República. Que não dá a mínima bola, soberanamente, às decisões de órgãos fiscalizadores das contas do governo, como o TCU (Tribunal de Contas da União), que impugnou obras do PAC sob suspeita de superfaturamento. Foi o caso da REPAR (Refinaria da Petrobrás), no Paraná, onde o executivo autorizou o andamento das obras e as inaugurou!

Campanhas eleitorais são carregadas de muita emoção, criada por marqueteiros. Assim, não são poucos os que votam apenas com os ouvidos e imagens gravadas na memória pelo que lhes é mostrado na televisão. Povo que não tem o hábito de ler para se informar, como o nosso, a começar sabemos por quem, é facilmente iludido pela oratória populista dos palanques.

A técnica sempre bem sucedida de repetição de frases douradas funciona desde há muito, inclusive em estados ditatoriais, fazendo a cabeça de jovens e adultos. Para os mais vividos, o nazismo na década de 30 talvez seja o exemplo mais clássico do estrago que a propaganda pode fazer em uma população embriagada pela retórica. O resultado catastrófico está nos documentários e livros confiáveis.

Acompanhar os acontecimentos políticos e econômicos mundiais, que permanentemente afetam os destinos de todas as nações, é condição sine qua non para que qualquer cidadão, de qualquer país, possa votar conscientemente influindo nos destinos de seu país.

As próximas eleições diferem de tantas outras por estarem em jogo não programas de governo, mas sim, camufladamente, confronto de ideologias. Não se trata mais da discussão de eventual alternância do poder com base em argumentos programáticos ou pragmáticos.

A América Latina possui hoje uma diversidade de ideologias instauradas, como há muito não se via, gerando conflitos aqui e ali. O resultado de nossas eleições certamente contribuirá, externamente, para influir no perfil sócio-político do hemisfério. Internamente, para dar rumo definitivo a projetos e anseios que se delineiam no horizonte há já algum tempo.

Resultados de eleições nacionais transcendem fronteiras. Neste mundo globalizado, influenciam a geopolítica de regiões: do oriente médio ao ocidente. Por aqui não deverá ser diferente. É só aguardarmos.

“ Yo no lo creo en las brujas, pero que las hay, las hay”.