As “zebras” pintadas pela prefeitura no asfalto de diversas ruas da cidade, visando facilitar a travessia de pedestres e assim minimizar o risco de atropelamentos, têm servido mais como elementos de decoração que de segurança.

Cidades de todo o mundo – e muitos municípios brasileiros também – fazem uso desse recurso inteligente que tenta preservar a integridade física de transeuntes. Seu uso pelos pedestres pressupõe, no entanto, um mínimo de educação e responsabilidade por parte de motoristas e motociclistas.

Educação no trânsito e responsabilidade para agir de forma sensata em situações de risco são qualidades pouco desenvolvidas em nosso país. O desrespeito a pedestres e incidência de inúmeros acidentes são simples conseqüência dessa triste realidade.

Iniciativas que revelam bom senso e preocupação com o bem estar e segurança dos cidadãos requerem particular atenção para um pré-requisito básico. Ou seja, no caso, o de se fazer uma ampla divulgação educativa pela prefeitura e meios de comunicação das razões que levaram à adoção da medida imposta. A fiscalização municipal ostensiva, por determinados períodos, certamente poderia contribuir, também, para a conscientização de motoristas negligentes. Distribuir folhetos de orientação aos visitantes, periodicamente, na entrada do portal, atingiria dupla finalidade: alertá-los para nossa preocupação com os pedestres e, de “lambuja”, dar-lhes uma demonstração do grau de civilidade da população holambrense, processo ainda em desenvolvimento.

Na contramão, exemplo condenável constatado esta semana, sobre o que ainda nos falta. Uma motocicleta foi estacionada na vaga para deficientes em frente ao Banco do Brasil, sem a maior cerimônia ou consciência, educação ou respeito. Triste retrato.

Nossa cultura preza o comodismo, o individualismo, o tirar vantagem de situações. Povos conscientes compreendem que quando a coletividade vai bem todos os indivíduos são beneficiados. Poderíamos então, quem sabe, aproveitar a oportunidade para fazermos uma campanha em prol da conscientização de motoristas, motociclistas  e até mesmo de pedestres. Pois estes, quando atrás do volante, não raro se transfiguram, apressados, impacientes, até mesmo mal educados.

Fica aqui, pois, a sugestão para que nosso município possa, com o tempo e simples medidas, se tornar um exemplo de urbanidade.

“Melhoram-se as plantas pela cultura. Os homens, pela educação.”