Melhor  acender uma vela  que amaldiçoar a escuridão” (…)

Cresce o número de pessoas idosas ao redor do mundo. Por aqui, com uma população estimada em 193 milhões de habitantes, são 28 milhões aqueles com mais de 60 anos de idade. Em 2050 estima-se que sejamos 219 milhões, com cerca de 20% de idosos: impressionantes 44 milhões, ou seja, número maior que a população da Argentina hoje. Releia por favor, e pondere sobre estes números!

Os cuidados e atenção para com pais e mães que envelhecem têm sido, nos últimos anos, motivo de crescente apreensão. Resultado de famílias com menos filhos, daquelas que viviam juntas nas cidades desaparecendo, de mulheres que ingressam no mercado de trabalho cada vez mais cedo deixando antigas atividades domésticas para trás. Situação agravada pelos filhos que também deixam a casa, migrando para outros estados e países, não raro por lá se estabelecendo.

Sabemos que quando os pais não conseguem mais viver sem assistência contínua, a situação familiar pode ficar complicada, traumática. Os que possuem recursos financeiros ainda conseguem contornar o “problema” – palavra horrível dentro do contexto – amenizando as dificuldades inerentes à realidade. Outros se vêem obrigados a colocar os pais em instituições, na maioria despreparadas, para tentar oferecer uma condição nem sempre digna de fim-de-vida aos abrigados.

São poucos os países no mundo que dispõem de uma política social que atenda aos idosos com excelência. No nosso, a negligente atenção dedicada aos idosos pelo poder público, nos leva a olhar para o outro lado enquanto não somos pessoalmente atingidos. Quando o somos, e não raro, surgem situações insustentáveis.

A verdade é que estamos todos envelhecendo, indo cada vez mais longe. E, então, fica a pergunta: a quem cabe a responsabilidade de vislumbrar novos caminhos para que seus e meus dias, um dia, possam ser vividos  com a tranqüilidade merecida?

Ao optar por viver em Holambra há pouco mais de vinte anos e já conhecendo um pouco das coisas da vida, tocou-me fundo o trabalho realizado pelo nosso Centro Social Holandês: estrutura simples, administração eficiente e dedicação exemplar por parte daqueles que cumprem a missão de dar atenção e conforto aos que mais necessitam no último estágio de suas vidas.

Um exemplo a ser seguido, e servir de modelo quem sabe, visando alavancar iniciativas que possam corrigir o perfil de nossa carente sociedade.

Com a palavra, investidores e empreendedores!

 

 

 

 

 

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RAdeATHAYDE