A educação faz o homem despertar(…)

As favas parecem estar contadas. Aguarda-se, apenas, a autenticação pelas urnas no próximo dia 3 de outubro. O resultado dos últimos escândalos nascidos em plagas planaltinas, na linha dos demais já conhecidos por parte do público brasileiro e desconhecidos pelo governo, surpreende pelos números nas pesquisas eleitorais: a candidata do presidente subiu um pouco mais. E mais: causou perplexidade e indignação pela despudorada coragem de terem sido articulados a partir da sala vizinha à do primeiro mandatário, a do ministério-chave mais importante do governo: a Casa Civil.

E conhecidos, apenas, por parte do público brasileiro por que: primeiro, a grande massa da população não sabe, sequer, o que significa quebra de sigilo ou Receita Federal; segundo, essa considerável parcela de nosso povo não lê jornais nem revistas mantendo-se, portanto, desinformada e alienada politicamente.

Ao tempo em que o presidente da República, em plena campanha política de constitucionalidade duvidosa coloca em discurso de inauguração, também duvidosa, e diante do povo inebriado questões como “alguém conhece o sigiloso?” “Dossiê é aquele docinho gostoso…”

Por estas e outras, e mais do que nunca, este país necessita urgentemente de tratamento de choque visando dotar as novas gerações de educação compatível com as necessidades da grandeza e potencial deste gigante deitado em berço esplêndido. De compreendermos que este país é cabeça de proa e não merece, apesar dos falaciosos discursos governamentais, freqüentar estatísticas do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) – 2010, em situação vergonhosa.

A pesquisa nos revela que o Brasil tem a maior taxa de abandono escolar no ensino médio se comparado a Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela: 10%. Ou seja, 1 em cada 10 jovens abandona a escola nesta etapa. Se não bastasse, entre aqueles com idades entre 15 e 17 anos, apenas metade (50,9%) está na escola.

Entre os países citados, o Brasil está na “lanterna” na taxa de aprovação no nível fundamental: 85,8%. Todos os demais com taxas acima de 91%. Na taxa de reprovação do fundamental o Brasil é campeão com 11% e o Chile com a menor, 3,5%. Para completar, um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional.

Não é difícil de constatar, portanto, porque os níveis de corrupção e desmandos neste país, além de acobertados por artimanhas governamentais, não são “captados” pelas classes menos abonadas, permitindo que vivamos em uma sociedade parcialmente imersa em águas turvas.

Águas que impedem enxergar e ouvir!