Se você é leigo em assuntos de economia, seja bem-vindo ao clube. Recebemos uma enxurrada de números via jornais e telejornais, diariamente, para sabermos a quantas andamos nesse território. Bolsa sobe, dólar cai, a inflação é comparada com períodos anteriores e com projeções para o futuro, evolução do PIB com outros indicadores, guerra cambial e por aí vai. Alguns nos deixam satisfeitos e felizes; outros, preocupados com o que pode estar mexendo com nossas vidas, principalmente com nossos bolsos.

Se você é do tipo curioso que gosta de ficar bem informado, provavelmente assiste, ainda, a programas de TV que abordam o tema e lê artigos de gente “experta” (com x mesmo). Você ouve e lê sobre profecias, prognósticos, diagnósticos e quando as ditas e os ditos não se comprovam aprende com os mesmos expertos todas as razões, sobejamente fundamentadas, pelas quais alhos não são bugalhos.

Tenho grande desconfiança de números divulgados pelos governos por que jamais fui alertado sobre possíveis catástrofes econômicas com antecedência como, por exemplo, aquela que em 2008 detonou o sistema financeiro mundial. E quem apertou o botão foi o país da moeda forte (ou que era forte…) levando de roldão meio mundo, para ser generoso. Até hoje estão, muitos, ainda catando os cacos sem conseguir se recuperar. Inclusive o próprio!

As economias dos países emergentes como os do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) conseguiram sobreviver sem traumas ao desastre de então, mas agora, para elas, o panorama é nebuloso.

A maior potência do planeta, onde tudo é mega, acaba de jogar 600 bilhões de dólares em sua economia para tentar reativá-la e, provavelmente, bagunçar com aquelas de países menos protegidos.

Não é o caso de entrar-se em pormenores de causas e efeitos; até porque não sou do ramo e não me arriscaria a dizer bobagens. Já bastam aquelas que faço, imaginando saber o que faço… Suficiente para mim foi ouvir o ministro da Fazenda, meio zangado e com sua língua presa dizer, ao melhor estilo da verborragia governamental, que “os americanos estão jogando dólares de helicóptero”.

Guerra é guerra, e a cambial nos coloca dentro dela. Estancar a valorização de nossa moeda com os juros por aqui nas alturas e com o excesso das verdinhas lá no hemisfério norte, não será tarefa fácil. O Brasil, como se sabe, é o paraíso dos investidores (especuladores?) estrangeiros. Medidas duras, muito além das inócuas já tomadas pelo governo, devem surgir.

Em termos globais, vai sobrar pra todo mundo!