Mais um ano chega o fim. A História nos ensina que fazemos uso do calendário gregoriano, observado na maior parte do mundo e em todos os países ocidentais. E mais: que existem alguns que não o aplicam como, por exemplo, Israel, Irã, Índia, Bangladesh, Paquistão, Argélia. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII a 24 de fevereiro de 1582 para substituir o calendário juliano, implantado pelo líder romano Júlio César, em 46 a.C.

São muitos os calendários, e se você tiver curiosidade de saber mais, procure conhecê-los em uma enciclopédia. Talvez fique surpreso em verificar que são mais de dez, o que nos leva a ponderar que datas equivalentes, ou nem tanto, são celebradas em momentos distintos em um único planeta habitado pela mesma espécie.

Marcamos, ou contamos, o tempo para demarcar datas que julgamos importantes, agendar compromissos, contarmos os anos, celebrarmos aniversários. Quanto a este último, poderíamos comemorar mensários, semanários ou mesmo diários… o que não me parece ser tão exótico.

Afinal, vivemos dia-a-dia, e deveríamos ter razões suficientes para celebrar cada um deles ao invés de aguardarmos 365 poentes para festejar. Festejar por outros meios que não os de comes e bebes, recebendo amigos e presentes. Agradecer por ainda estarmos aqui, termos consciência de que se há muito por fazer em nossas vidas ainda, a oportunidade existe. Se acordamos é por que estamos vivos e se estamos vivos,  o dia não deve ser desperdiçado.

Gosto da expressão “filosofia de botequim”, pois neles, os botequins, foram criadas geniais composições musicais, surgiram idéias que deram origem a partidos políticos e agremiações esportivas, encontros descompromissados unidos apenas pela vontade de, simplesmente, estar. Interessante observarmos que foi cunhada a expressão “happy hour” para definir encontros relaxantes em bares, depois de um dia de trabalho. Significativo o termo, que me leva a pensar que o resto do dia foi “unhappy” (triste)…

Neste momento não estou em botequim algum. Mas à frente de meu laptop, bem cedinho, redigindo a penúltima crônica do ano, em um dia de céu aberto, olhando para árvores e ouvindo gorjeios, satisfeito por manter mais um contato com você, anônimo leitor, ou leitora. Começando a viver e a desfrutar de mais um dia.

E dispensando as correrias de fim-de-ano, aguardo familiares para celebrarmos, todo juntos, o Natal em Paz e Harmonia. Assim, faço votos que transcorra também o seu, próximo aos seus. Sem desperdício.

Feliz Natal. Prettige Kerstdagen.