A tragédia que assola o Japão mobiliza todos os povos via ajuda humanitária, tecnológica e de recursos humanos.

O país, arquipélago com mais de 6800 ilhas e população de 128 milhões de habitantes, possui a maior área metropolitana do mundo composta por Tóquio, sua capital, e prefeituras adjacentes. Possui, ainda, a terceira economia do planeta, a maior expectativa de vida em todos os continentes e a terceira menor taxa de mortalidade infantil (82.6 anos e 3.2/1000 nascimentos respectivamente). Por fim, 99% de sua população é alfabetizada.

Sessenta anos se passaram desde que duas das mais importantes cidades do país – Hiroshima e Nagasaki – foram devastadas por bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos, ao final da segunda guerra mundial, deixando 220 mil mortos e um número desconhecido por exposição à radiação. O Japão se vê agora, novamente e apesar de toda sua tecnologia, diante de nova angústia atômica detonada pelo terremoto de intensidade 8.9 na escala Richter, que gerou um tsunami devastador semana passada, viajando a cerca de 700 km/hora.

Sociedade organizada, talvez a mais organizada e disciplinada que se conhece, única a sofrer um ataque atômico em toda a história da humanidade, impressiona por sua capacidade de recuperação e superação frente aos infortúnios. A calamidade que se abateu sobre o país pode – e talvez deva – servir de exemplo e alerta na busca de objetivos alternativos de vida e sobrevivência. Seres humanos não são números, apesar de assim serem contabilizados. A solidariedade que ora observamos, visando minimizar a dor e a angústia dos flagelados no oriente, deveriam nos lembrar que é possível – se não mandatório – rever conceitos e propósitos para levarmos uma vida mais saudável.

São 104 os reatores nucleares nos Estados Unidos e 119 na União Européia. Livres de resíduos de energia nuclear mundo afora – que não se sabe onde são descartados – poderemos tentar salvar o planeta de catástrofes ainda maiores. E sobreviver!

Uma ampla discussão sobre o assunto certamente será desencadeada depois de Fukushima. Cabe aos políticos, lobistas e economistas efetuar uma análise crítica e honesta do polêmico tema e levar em consideração as características peculiares de cada país.

No nosso – onde se plantando tudo dá –, Aquele que é brasileiro permitiu que fôssemos agraciados com água, sol, vento, biomassa em abundância para, inclusive, gerarmos energia elétrica sem riscos de grandes catástrofes.

Sejamos, portanto, fissurados pela energia renovável, não a nuclear!