Todas as semanas registro aqui minha percepção de acontecimentos que considero importantes. Certamente nem todos compartilham de minha visão, o que considero extremamente saudável. Unanimidade absoluta é indicativa de ignorância dos fatos ou apatia pela informação.

Encontro-me entre aqueles que acreditam que o debate de idéias leva ao crescimento e ao entendimento entre as pessoas. Por isso, estimulo meus leitores a colocar suas apreciações sobre o que lêem; no site ou via e-mail. Apreciações que sempre enriquecem o pensamento e, não raro, descobrem ângulos muitas vezes despercebidos. São o produto da sinergia que leva a uma compreensão maior do aprendizado, de sensações distintas sobre um mesmo tema.

O poder das palavras é mais afiado que cutelo de açougueiro. A evolução da tecnologia das comunicações, que tantos benefícios trouxe para a socialização do conhecimento, tem desestimulado as conversas olho no olho, com seus chats, e-mails, torpedos, criando uma nova geração de pessoas que transmitem e recebem informações fazendo mais uso da palavra escrita que aquela pronunciada.

Paradoxalmente, significativa parte de adultos e nem tanto, não demonstra possuir o domínio da linguagem pelo alfabetismo, fato constatado com facilidade. Lamente-se, ainda, que o nível de escolaridade, de instrução, não guarda qualquer correlação com a prática da boa comunicação escrita. Colaborando com o desconhecimento, programas de computadores, com seus corretores ortográficos, eximem as pessoas de aprender o vernáculo com propriedade. Dá-se o peixe, não se ensina a pescar!

Desentendimentos são freqüentes pela ausência de clareza nas colocações verbais, conseqüência da carência de leitura de qualidade. E como ensina o provérbio chinês: “assim como a flecha lançada, a palavra dita não pode ser recolhida”. Na escrita, passa-se atestado de confirmação, igualmente sem volta.

E assim, retornamos ao assunto que procura levar até você aquela visão mencionada no início. Isenção, acima de tudo, deve ser o lema daquele que escreve. Um compromisso tácito com o comportamento comedido analisando fatos, mas sob uma ótica pessoal.

Acredito que as palavras podem e devem ser usadas de modo consciente visando à construção, apesar de que seu uso ferino, de forma agressiva, abra eventualmente caminho para a desarmonia.

Fiquei encantado com uma das definições de “palavra” em nossa língua latina: “seqüência de letras, com um sentido, entre dois espaços em branco”. Simples, genial.

Seja bem-vindo!