Domingo passado, 5 de junho, celebrou-se o Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente. Não me incluo entre aqueles que apenas esbravejam contra o lamentável estado em que se encontra o meio ambiente em que vivemos.

A ganância de empresários na busca do lucro a qualquer custo e de governos coniventes com a insalubridade de suas sociedades, encontram ainda na maior parte da população uma aliada para incrementar os avanços deletérios da qualidade do ar que respiramos, da água que bebemos, do solo em que plantamos.

Calamidades ocorrem todos os dias como parte integrante de um fenômeno de reajuste só permitido a partir de um desajuste maior. É necessária uma causa para produzir um efeito e, como nos ensina a física, com a terceira lei de Newton, “a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade que age na mesma direção e em sentido contrário”.

As barbaridades que vêm sendo cometidas há décadas pelo ser humano na agressão à natureza teriam que, em algum momento, provocar reações; e assim dar início à reversão do processo suicida engendrado por políticas econômicas que levam de roldão inocentes impotentes.

É inegável que esse processo já começou com a maior conscientização das pessoas em todo o planeta. Manifestações diárias em prol da saúde coletiva ocorrem mundo afora dando uma demonstração de que o jogo começa a virar. É uma questão de tempo, ainda longo infelizmente, mas inexorável. E não serão os governos irresponsáveis, eleitos pelo comprometimento com aqueles que financiam suas campanhas – arrastando eleitores ingênuos convencidos por poderosas máquinas de propaganda – que acolherão sorridentes as mudanças em andamento.

A responsabilidade e a batuta para condução dessa tarefa cabem a professores e educadores sensibilizados – sem compromisso com o possível engessamento da burocracia escolar – dentro e fora das salas de aula formais. Cabe ainda aos pais, a você e a mim, em seu contato diário com os filhos e amigos, às refeições, passeios, momentos de lazer viajando ou assistindo televisão, coletando o lixo, dar o exemplo com mínimas atitudes que marquem; exemplos mais que palavras deixam registros indeléveis.

Posso ser tachado de crédulo, mas se times de futebol arregimentam milhões, isto mesmo, milhões de torcedores a participar de uma “causa”, por que pais, educadores e professores não podem fazer o mesmo?

“Um pássaro nunca faz seu ninho em uma árvore seca.”