O Poder Executivo no Brasil  é composto atualmente por 24 ministérios, nove secretarias da presidência e seis órgãos com status de ministério. Logo, são 39 os ministros e secretários instituídos para auxiliar a presidente  da República em seu trabalho de administrar o país.

Nos Estados Unidos, são 15 os ministérios, denominados departamentos, cujos indicados recebem o título de secretário. Com status de ministro, ou secretário no caso, existem ainda mais 6 integrantes. Total 21.

Por lá, os secretários são escolhidos pelo presidente da República, mas seus nomes devem ser aprovados pelo senado. Após aprovação fazem um juramento de fidelidade e lealdade à constituição. De acordo com a lei, é considerado traição ou crime qualquer infração ao juramento feito.

Por aqui, os ministros são escolhidos pela presidente da República, sem submissão à análise do senado e dispensados de qualquer juramento. Ainda bem, senão já viu!

Com a corrupção grassando solta, a presidente tem sido compelida a “faxinar” o território de muitos de seus auxiliares, demitindo titulares que vão simplesmente para casa – ou voltam a ocupar suas cadeiras no congresso –  sem qualquer punição. Tudo em nome do que ela chama de malfeitos.  Todos, ministros egressos do governo anterior o qual – recorda-se –  sistematicamente lembrava ao país a herança maldita recebida de seu antecessor. A presidente recebe a sua (herança imposta) e permanece muda.

Nosso sistema presidencialista, mais imperial que presidencial, dá ao poder executivo poderes inimagináveis pelo cidadão comum. Não é por outra razão que as composições políticas e normas vigentes no Congresso Nacional – com meandros impenetráveis – permitem que acareações de políticos tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, suspeitos de “malfeitos”, sejam palco de verdadeiro circo permitindo-lhes faltar com a verdade desavergonhadamente.

Nossa sociedade, tolerante, convive pacificamente com a impunidade em todos os níveis quando defrontada com situações calamitosas seja na política, na saúde, no comércio, aviltada pelo sistema financeiro com suas exorbitantes taxas cobradas por serviços que você mesmo executa em terminais eletrônicos e via internet.

As dissensões ocorrendo em todo o mundo, por razões políticas, econômicas ou sociais clamam por mudanças profundas na forma de conduzirmos nossas vidas em sociedade. Compete a você e a mim como cidadãos – participes desse processo irreversível – contribuirmos de acordo com nossas convicções, a exemplo de tantos.

Eu exponho meu pensamento e princípios. E você?