Esta é a época em que as mídias têm por hábito fazer uma retrospectiva do ano relembrando os bons e maus momentos vividos no planeta. De carona, os videntes fazem suas previsões sobre o futuro da economia, clima, desastres e porvir de pessoas famosas.

E como acontece em períodos pós-eleitorais, onde depois de algum tempo ninguém se recorda mais em quem votou – exceção feita aos cargos majoritários – os prognósticos vão para o baú do esquecimento. Até porque a imensa maioria deles não se realiza. Vez por outra, obviamente, existem alguns acertos aqui e ali, a exemplo do que ocorre na loteria, quando tem sempre alguém ganhando algum.

Para muitos, o período de festas é estressante pela correria na compra de presentes, enfrentamento de transito complicado nas ruas e corredores de shoppings, busca por uma vaga para estacionar o quatro rodas – ou a duas rodas, cujo número vem crescendo mais rapidamente que tiririca no meu jardim.

Apesar de o volume de compras pela internet vir crescendo constantemente muitos são os que ainda hesitam em usar a conveniência. Justifica-se, dada a incapacidade do “e-commerce” por aqui não dispor, ainda, de logística responsável para atender à demanda. Principalmente durante as semanas que antecedem o fim-de-ano, para desespero de muitos, que reclamam até para o bispo pelas surpresas desagradáveis, exigindo do PROCON horas extras.

Eu, que tive o privilégio de acreditar em Papai Noel por alguns anos, descobrindo quais surpresas ele deixara na árvore de Natal apenas à meia noite do dia 24, fico penalizado com a ausência do sonho para tantas crianças. Acompanhadas pelos pais, se aventuram precocemente em lojas escolhendo seus presentes de antemão. A magia da imaginação e a expectativa se esvaem sem possibilidade de retorno. E mais, para que o clima natalino não se perca, o mercado distribui papais Noel pelas redondezas para apenas mascarar a realidade da comercialização.

Fico com a impressão que nesta época às crianças não é dada a prioridade de conhecer a razão da data. Bombardeados como todos nós, pela maciça propaganda nas televisões, os pequenos vivem a expectativa de apenas comprar e receber no Natal.

O simpático senhor barrigudo de barbas brancas torna-se o protagonista da festa de muitos comes e bebes enquanto aquele que viveu por apenas 33 anos vive seu papel de coadjuvante.

A boa notícia é a de que em muitos lares a magia do Natal não se perdeu e Ele é reverenciado como há mais de 2000 anos.

Feliz Natal e Pródigo Ano Novo