O mercado de trabalho sofre transformações profundas em todos os países: a tarefa de colocar à disposição de empresas e serviços pessoal altamente qualificado visando atender à demanda de uma nova realidade parece carecer de condições plenas para atingir seus objetivos.

A  CalTech, de Pasadena, EUA, é a melhor universidade do mundo de acordo com a classificação anual da Times Higher Education. Pela primeira vez em oito edições, a Universidade de Harvard não aparece no topo e empata na segunda posição com a Universidade de Stanford.

Existem milhares de universidades espalhadas pelo planeta e, certamente, a maioria delas não dispõe de corpos docentes e ferramental de ensino condizentes às exigências de nossos dias. Como conseqüência, deverá ser crescente o número de diplomados sem qualificação para enfrentar a concorrência de um mercado cada vez mais competitivo.

Novas gerações já nascem com DNA tecnológico embutido, aprendendo a usar computadores e afins antes mesmo de serem alfabetizadas. Sua capacidade de aprendizado é maior e mais rápida que a de seus antecessores e, ao que tudo leva a crer, a tendência futura é extrapolar. Um exemplo é a enorme população participando do Campus Party 2012, em SP, constituída pela geração Y altamente criativa, mas que corre o risco de, em poucos anos, estar defasada e ultrapassada por aquela que corre atrás e nasceu brincando com “gadgets” que nem seus pais conseguem usar (geração Z).

Assisto com interesse o galgo correndo atrás da cenoura sem conseguir alcançá-la. Ou seja, algumas universidades procuram dotar seus alunos com o melhor conhecimento possível, mas faltam-lhes recursos financeiros para tanto. Infraestrutura compatível exige muito dinheiro, e não apenas o arrecadado com mensalidades e parcos subsídios para centros de ensino governamentais. O fenômeno é mundial e exige, sim, maciços investimentos da sociedade privada a exemplo daqueles feitos nas universidades de ponta.

Os níveis de desemprego e o alto custo da escolarização, principalmente no velho continente e Estados Unidos, colocam em cheque a formação de futuras gerações, quiçá marginalizando talentos sem recursos próprios para enfrentar a empreitada.

Ensinar hoje, sem colocar a alta tecnologia a disposição de professores e alunos, é condenar cidadãos com diplomas universitários a exercer atividades menores incompatíveis com sua formação.

O ensino não pode mais permanecer como objeto comercial que, por limitações de toda ordem, se permite vender apenas conhecimento desatualizado, já obsoleto, para aqueles que procuram uma formação e informações necessárias para desfrutar de uma vida profissional competitiva.

O tempo ruge!