A maioria dos seres humanos tem mais vocação para criticar que para aplaudir. Faz parte da sua natureza. Eleitores não são exceção. No trabalho, nos bares, nas festas, em reunião com os amigos, se o assunto é como anda a nossa cidade, invariavelmente vem “chumbo grosso”.

A exemplo do que acontece com muitos pais que têm filhos na escola – e desconhecem como realmente funciona o seu intestino (da escola) e a educação de seus herdeiros – o cidadão ou cidadã comum pouco ou nada sabe sobre como são tomadas as decisões nos níveis executivo e legislativo de municípios ou estados.

O brasileiro, em geral, não é politizado. Não faz parte de sua cultura se envolver “com estas coisas” a não ser em épocas de eleição. Mesmo assim, de forma passiva, só ouvindo e assistindo a promessas.  Existem exceções? Sem dúvida.

Houve um tempo em nosso país, acredite se quiser, que os alunos do curso fundamental tinham como disciplina Educação Moral e Cívica. À época era um bom começo para a formação educacional do jovem. A matéria desapareceu dos currículos com o tempo e nós, com exceções, fomos nos tornando reativos e não proativos.

Em tempos de eleições o país se transforma, a demagogia impera e contrariando o ditado de que a primeira impressão é que fica o que fica mesmo na memória dos votantes é a última impressão. Para alegria dos candidatos eis que eleitores têm memória curta.

Feito mulher produzida que – após transfiguração de maquiagem bem feita – fica irreconhecível, candidatos a cargos em todos os níveis aprendem ou são orientados por hábeis marqueteiros profissionais a, sem qualquer pudor, se apresentarem como não são ou a mostrar serviço depois de tudo que não fizeram. Pouco afeitos a ideologias, quando eleitos, identificam-se mais com fisiologismos sem cor deixando para trás o juramento que fizeram durante a solenidade de posse.

A hora de colocar o voto na urna ainda está distante, mas muito próxima para aqueles que já estão trabalhando para ganhar o seu (voto).  Quase todos atuando em silêncio e outros cuidando da maquiagem para, até a hora H, fazerem a sua cabeça com promessas vãs e imagens distorcidas.

Em muitos países do primeiro mundo – Estados Unidos da América, inclusive – o cidadão, livre de obrigações que ferem sua cidadania – democraticamente, não é obrigado a votar.

Mas por aqui ainda não é assim. Portanto, mantenha-se bem informado, não dando ouvidos aos corneteiros de plantão. Esteja consciente de sua condição de cidadão e, soberanamente, cumpra com sua obrigação quando a hora chegar.