Ter ou não ter, eis a questão. Independe de nossa vontade, nasce com a gente, DNA marcado para o resto da vida. Talentos nos chegam por obra divina, sem qualquer explicação, como missões a cumprir durante a estada por aqui. Responsabilidade sem tamanho, impactando a vida das pessoas sem rosto, desconhecidas, mudando rumos, até mesmo  a ciência.

Na literatura, no esporte, na música, nas artes, eles e elas surgem, cumprem seu papel e se vão. Deixam registros indeléveis, alegrando e salvando vidas, contribuindo para que tenhamos uma vida melhor.

Privilegiados, predestinados, os dotados por natureza, os talentosos, nos fazem viver cada dia quebrando rotinas, apresentando o novo, armazenando o velho, registrando épocas.

Assim como os diamantes, pedras preciosas de grande brilho, apreciados por sua raridade e beleza, os dotados de DNA diferenciado são expostos ao mundo, mas não antes de passarem pelo burilamento essencial que a cada um dará o seu quilate.

Nossa Holambra, sempre vivenciando tantas artes e Artes brindou sua população gratuitamente, na semana passada, com um acontecimento cultural e social de  elevado quilate: a Noite dos Talentos.

Aberto a participantes amadores de todas as origens e presença de público heterogêneo, com crianças a octogenários lotando o recinto, o encontro festivo transformou-se em espetáculo de primeira grandeza.

Talentos escondidos, alguns se apresentando no palco pela primeira vez, presentearam o público com exibições as mais variadas: peça teatral, piano solo, locução divertida, monólogos, exibição de capoeira, canto a duas vozes, banda, acordeão solo, violão solo com musicas compostas pelo artista. Um autêntico “vaudeville”, ou seja, espetáculo composto de vários números como dança, acrobacias, encenação cômica entre tantas, que não apresentam relação entre si.

Sem qualquer pretensão de descobrir talentos ocultos, apenas proporcionar diversão de qualidade, a noite se transformou em uma agradável festa de confraternização e encerramento digno de uma Holambra alegre, descontraída, fraterna.

O espírito presente, mesclando culturas distintas, antigos e novos holambrenses, jovens e nem tanto, o sucesso nas apresentações gratificou aqueles que nos bastidores e com dedicação incomum tornaram o momento memorável.

O meu mais efusivo aplauso ao grupo “Expressão da Arte” de Holambra pela oportunidade de exibir à sua comunidade sem fronteiras o talento para descortinar mais um espetáculo de Arte.

E lembrando George Bernard Shaw: “Os espelhos são usados para ver o rosto; a Arte para ver a alma”.