Minhas crônicas, publicadas na página Ponderando do facebook são lidas mais por leitoras que por leitores. As informações são fornecidas por estatísticas daquela mídia. Difícil explicar as razões, eis que os assuntos abordados variam desde aqueles fazendo alusão à política, economia, cotidiano, até filosofia de vida. Mas não deixa de ser curioso, eis que o mesmo ocorre, também, com visitantes ao meu site.

Já no caso do JC Holambra, não há como aferir. Gratuitamente, tenho a impressão de que aqui o inverso se dá. São comentários esparsos, e-mails recebidos, que me credenciam a acreditar nesta versão.

Citei o facebook por se tratar de uma mídia com mais de 845 milhões de usuários no mundo todo e por ser uma ferramenta que vem alterando costumes de toda a ordem. Realmente uma tacada tecnológica brilhante. Uma autêntica máquina de fazer contatos. Apesar de tudo, confesso não ser um fervoroso adepto do veiculo, pouco contribuindo com minha presença; exceção feita à página.

Surpreende-me a facilidade com que significativo número de pessoas se expõem abrindo aspectos de sua vida pessoal diária, sem qualquer preocupação. Não é muito difícil, para os mais atentos, identificar com o passar do tempo o perfil dos usuários mais presentes. São vieses que se abrem sobre a personalidade, temperamento, preferências, anseios. Mas, inegavelmente, a mídia veio transformar o modo de as pessoas se relacionarem; uns mais comedidos outros extremamente reservados, mas contando com uma maioria liberta de maiores preocupações. Verdadeira revolução cultural.

A tecnologia, cada vez mais sofisticada – visando seu uso nas comunicações – e desenvolvida principalmente pelas gerações mais jovens, criativas, dotadas de DNA cientifico é, de certo modo, assustadora. Chegamos ao ponto irreversível, penso eu, de termos perdido nossa privacidade e até mesmo, por que não, segurança.

A miniaturização e compactação de equipamentos eletrônicos com múltiplas funções nos deixa senhores absolutos das informações on-line a qualquer tempo, em qualquer lugar. Como tudo na vida, com vantagens e desvantagens.

As primeiras dispensam comentários. As segundas passam pela implantação do distanciamento pessoal, da ausência de “curtição” pela espera dos acontecimentos, das oportunidades perdidas de permanecermos a sós conosco mesmos. Mas já posso antecipar que concordo com aqueles que de mim discordam. A diferença reside, apenas, no fato de ter vivido e estar vivendo o antes e o depois da revolução. E aí mora minha vantagem sobre os discordantes, pois posso optar por uma ou outra “versão” a qualquer momento.

Senhora vantagem!