Estamos em época de mais uma CPI dentro do bojo do congresso nacional. Esperemos que não seja mais um Conluio Pró Impunidade, mas  sim, de fato, como esperam todos – desde a opinião pública até a imprensa – um processo isento com averiguações, acareações, punições para os transgressores.

O mundo está cansado de autoritarismo e corrupção, populações clamam por liberdade física e de expressão, ortodoxos enfrentam revisão de costumes anacrônicos que se mantiveram ao longo dos séculos pela perpetuação da ignorância. Hoje não mais, com a internet expondo as entranhas da liberdade, de como o mundo se comporta em todas as latitudes e as mídias sociais escancarando realidades até a pouco desconhecidas.

Está se tornando cada vez mais difícil tapar o sol com a peneira, jogar o lixo para debaixo do tapete, vender gato por lebre. A socialização da cultura, do conhecimento, das comunicações, coloca governantes de todos os hemisférios em guarda, pois os biombos da hipocrisia não mais os protegem. O escambo de favores, prestígio, interesses, começa a resvalar na consciência dos corajosos escorados nos pilares da informação colocada ao alcance de todos sem exceção.

Agora o Rei está nu!

Quero crer que a humanidade não se encontre diante de dilemas, mas sim de soluções que se apresentam como a salvaguarda de sua sobrevivência também como espécie. A falta de opção é uma opção. As circunstâncias adversas que estamos enfrentando, sejam elas de natureza econômica, política, comportamental e até de integridade, demandam reformas no pensamento e na ação.

Não existe parto sem dor, crédito sem débito, alvorada sem ocaso. O momento vivido por nosso país, com economia comportada, mas ainda na puberdade, politicamente desnudando os véus da corrupção acobertada por aqueles que a nós deveriam proteger, ainda carente de educação e saúde compatível com sua grandeza, merece um voto de confiança. O velho mundo exaurido por fórmulas de desenvolvimento ultrapassadas, dependente de países ricos como o nosso que ainda  debuta na esfera das ciências e tecnologias sofisticadas, está a reconhecer a importância de quem pode mais.

Estamos traçando um caminho sem volta, irreversível, em direção ao pódio do desenvolvimento sustentado. Nosso farol, a mostrar as rotas para os demais, com nossa riqueza material abaixo e acima do solo, reverte uma posição de submissão insustentável.

Diante de quadro tão promissor – já admirado por tantos – não podemos em momento critico a ser enfrentado no congresso nacional, deixarmos de lembrar que o Rei está, de fato, nu.

“De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade” (Sigmund Freud)