Pertenço à categoria daqueles que possuem conta na rede social. Meu interesse começou quando senti a necessidade de ficar a par do que acontece dentro de mais este capítulo no universo da alta tecnologia. Antes de entrar para o balaio da socialização da informação fiquei à espreita tentando entender o significado da novidade. Afinal, eram tantos os e-mails recebidos convidando-me para fazer parte da onda e ser amigo destes e daqueles que, por fim, resolvi aderir – com um pé meio atrás, confesso –  e ser mais um dos quase 850 milhões de usuários ativos.

Com interesse maior em colocar minhas crônicas à disposição de leitores que não tem acesso ao JC Holambra, a exposição pessoal é pequena e se limita a ser mais reativa que proativa, mais por temperamento que por qualquer outra razão.

As informações fornecidas para aqueles que possuem uma página e não apenas um perfil no facebook, para usar o jargão, são atualizadas e permitem ao usuário direcionar ou avaliar a quantas anda o seu conteúdo. Surpreendente!

Quando escrevo não o faço para um público-alvo identificado a priori. Daí minha surpresa com os agradáveis resultados. Os assuntos abordados, analisados e ponderados por mim nas crônicas são, por vezes, um tanto específicos  e de interesse apenas – imaginava eu – para determinados grupos de leitoras (e leitores…). Ledo engano. Somos seres que pertencem a grupos diversos, que se identificam com certos tipos de música, comida, clima, diversão, times de futebol, literatura. A pluralidade impera, o que torna nossas vidas mais atraentes.

A verdade é que via internet e os serviços prestados através dela ficamos todos expostos, certamente muito mais que se possa imaginar. Não estamos sendo radiografados por raios-X, mas sim escaneados (de “scanner”) como em ressonâncias magnéticas que só faltam revelar nosso DNA.

Mas note-se que, introduzindo uma série de alterações à revelia do usuário, o número de descontentes com a mídia vem crescendo e gerando, ainda, certa confusão. Além do mais, o recente lançamento de ações do facebook na Bolsa de Nova Iorque foi, também, objeto de polêmica pelos resultados alcançados.

Diante de toda essa história, o que me parece importante mesmo é tomar consciência de que ferramentas espetaculares como a mídia dita social em questão podem servir para melhorar o entendimento entre as pessoas e sua qualidade de vida, desde que carregadas com prudência.

São muitos os solitários, os desejosos de se expressar, os que encontram no facebook uma porta aberta para recebê-los sem contestação.

Mas parodiando as advertências sobre consumo de bebidas alcoólicas: use com moderação.