Estamos a comemorar a posse do prefeito de nossa cidade e a eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores. A cada quatro anos o ritual se repete representando, mais que uma simples cerimônia protocolar, a confirmação de um desejo popular manifestado através do voto direto nas urnas.

Convidada de honra – a Democracia – pouco lembrada nessas ocasiões, incógnita, celebra a realização de mais um ato cívico digno apenas das nações livres de regimes autocráticos. A liberdade de expressão em nosso país outorga a você e a mim o direito de escolher os homens e mulheres que se dispõem a dirigir nossos destinos, enquanto cidadãos.

A responsabilidade pela escolha, contudo, não se encerra no dia da eleição. A incumbência se estende por todo o mandato dos empossados cabendo a nós, junto às instituições que defendem os interesses da sociedade e zelam pelo respeito à legislação em vigor, fazer a nossa parte: exercer o direito de acompanhar o cumprimento da Lei Orgânica e demais leis de nosso município.

Para muitos dos que estarão à frente dos destinos de Holambra a experiência de exercer um mandato para representar a população é inédita. Fator que não exime nem reduz a condição de quem tem obrigação de responder pelos efeitos dos próprios atos.

A confiança depositada por cerca de nove mil eleitores em Holambra, dos quais mais de 60% elegeram o novo prefeito, não pode nem deve ser considerada como simples dado estatístico. O resultado das urnas, soberanamente, o convoca para exercer um mandato, quiçá histórico, que devolva a este município o espírito empreendedor dos que para cá vieram como imigrantes e fundaram os alicerces deste que sempre teve – e tem – tudo para servir de exemplo para o resto do país.

Mas não há como colher os frutos de uma administração bem sucedida sem a participação de equipe competente tecnicamente e politicamente honesta. É o que esperam os contribuintes na expectativa de viverem e conviverem em um município identificado com a prosperidade, a salubridade e a irretocabilidade.

Da vereança, como Poder independente e cujo papel não é menos importante nem menor, espera-se participação isenta que atenda aos anseios mais nobres da população. Conhecer em detalhe a Lei Orgânica do Município poderia ser o primeiro “dever de casa” dos vereadores visando o legislar consciente dos assuntos inerentes ao bem-estar de nossa comunidade. De suas decisões surgirão medidas que nortearão o destino de Holambra ora em diante. Apenas os sensos crítico e moral dos membros da Casa poderão servir como balizadores justos de reivindicações igualmente justas. Que se os tenham, todos, presentes em sua jornada legislativa.

Por fim, cumpre lembrar que a renovada esperança de tantos holambrenses está, agora, depositada em suas mãos.

Não os decepcionem!