Surpreendo-me ao constatar que leitores de minhas crônicas estão espalhados pelo mundo. Sendo publicadas em jornal, na página do facebook e neste site, a surpresa não é pequena. A constatação, feita através do “alcance” fornecido pelas informações geradas na página do face, inclui cidades de países da Europa, Ásia e Estados Unidos. Curiosamente, nunca tive conhecimento de leitores da América Latina, exceto Brasil, claro.

Ao escrever, transmitimos ideias, posicionamentos, visão de acontecimentos. São colocações com ótica pessoal nem sempre compartilhadas por todos que as leem. Mas, como dizia um antigo mestre do jornalismo e dramaturgo – Nelson Rodrigues – toda unanimidade é burra. Assim seja!

Lemos para aprender, por diversão, buscar informação, nos tornarmos atualizados sobre o que ocorre em nosso corrido e conturbado mundo. Ler e escrever podem parecer atos solitários. Não vejo assim. Mantendo as mentes conectadas, processando dados e informações uns e avaliando situações abstratas, reais ou fictícias outros, leitores e escritores se encontram em momentos de exclusiva privacidade.

Sem ser escritor, eis que sou apenas um articulista bem intencionado, busco no cotidiano da vida identificar situações que me permitam extravasar sentimentos relacionados às realidades encontradas no dia-a-dia. Não somos todos iguais, mas muitos são os que caminham na mesma direção ainda que não pela mesma estrada. E quando assim é, um momento de encontro ocorre ensejando o instante mágico da simbiose entre leitor e autor.

Como não acredito em verdades absolutas, já que estas assim permanecem até que alguém ou algo, intencional ou inadvertidamente, comprove o contrário, procuro me ater a situações que exponham minha visão dos fatos e a problemática exposição de sentimentos próprios relativos a eles. Parece simples e óbvio, mas esteja certo que assim não é. Seriedade de propósitos descortinando posicionamentos publicamente não é tarefa que permita ao “escriba” sério agir como camaleão.

Assim, ficaria feliz em poder interagir mais com você que agora me lê e me conhece, talvez, um pouco mais. Até porque, saiba que fiquei surpreso ao constatar também que, segundo a última avaliação do facebook, a maioria de meus leitores entre 17 e 65 anos ou mais é do sexo feminino: 63%.  E tem sido quase sempre assim: elas em maioria. Desconheço as razões, mas o fato me deixa realmente intrigado…

Ficarei grato se vier a receber sua manifestação a respeito, bem como sugestão de temas de seu interesse a serem futuramente ponderados.

Fraternal abraço.

 

e-mail: ponderando@jcholambra.com.br