Acontecimentos recentes já expuseram ao mundo, abertamente, o quadro de insatisfação popular com os rumos da vida politica, econômica e social do país. Constatou-se que durante as manifestações houve exageros em diversos segmentos, protagonizados por baderneiros de toda ordem, inclusive por aqueles que pelo bel-prazer de destruir deram uma clara demonstração de que suas vidas são amorfas, sem a menor noção de respeito pelo próximo e por tudo que não lhes pertence. Desconhecem, infelizmente e talvez sem maior culpa, o outro lado da moeda. Desconsiderando a genética, é possível que não tenham tido oportunidade de desfrutar de uma formação e educação de qualidade, se é que tiveram alguma. Difícil produzir-se bons frutos em solo árido!

Vejo como tema de discussão – nos dias de hoje, mais que nunca – questões morais, cívicas e politicas que poderiam e deveriam ser abordadas nas escolas visando à formação saudável de crianças e adolescentes como cidadãos. Não sendo educador, desconheço o tecnicismo da matéria, mas como alguém que já vivenciou os efeitos de ditaduras neste país não teria receio de afirmar que já ultrapassamos o momento de instruirmos brasileiros, seriamente, sobre seus direitos políticos, civis e sociais e, mais, sobre postura moral dentro de uma sociedade que sofre com a virulência desmoralizante dos regimentos constitucionais.

Resido em uma pequena cidade com pouco mais de 10 mil habitantes, emancipada há vinte anos, alicerçada em forte cultura europeia. Cidade moldada por imigrantes, sofridos por uma guerra sem sentido, com sua pertinácia deram uma demonstração de como – do nada – pode um grupo determinado, irmanado com os que aqui já viviam, construir uma comunidade exemplar. O passar dos anos, contudo, fez arribar o inexorável progresso acompanhado, também, de mazelas que alteraram o cenário dos primeiros atos comprometendo os esforços da atual administração. Alguns poucos depredadores, inconscientes e ignorantes de seu papel como cidadãos, têm agido de forma vandálica na cidade dando uma demonstração inequívoca da necessidade premente de levarmos aos mais jovens, e nem tanto, ensinamentos e fundamentos sobre cidadania. Existiria uma luz no fim do túnel?

Com a palavra os Educadores.