Governos de todos os níveis e legisladores idem são apenas funcionários do povo. Nada mais que isto. São simplesmente “admitidos” para exercer suas funções mediante aprovação – através do nosso voto obrigatório – e remunerando a si mesmos, vergonhosamente, mediante artifícios vários.

O clima emocional criado em torno de eleições por marqueteiros e interessados na eleição de seus futuros prepostos – aqueles que defenderão seus interesses a troco de contribuições milionárias nas campanhas – nos faz esquecer como é perverso o sistema eleitoral brasileiro.

O cidadão brasileiro é obrigado a votar para não ser punido. Ao invés de ser um direito democrático de escolher um candidato a cargo eletivo livremente, sem qualquer intimidação, ou seja, a de arcar com multas e suas consequências caso não o faça, o cidadão torna-se refém de um sistema que confia na poderosa e ilimitada máquina governamental bem como em “patrocinadores” para eleger candidatos.

Estamos vivendo em plena atmosfera de campanha eleitoral subliminar efetiva onde os governos federal e estaduais encharcam a mídia com fatos diários que possam lhes criar uma imagem favorável: a tal da agenda positiva. A internet se tornou um influente aliado nesse processo acompanhando as verbas bilionárias de propaganda custeada com o dinheiro público, “trocando chumbo”, para regar o faturamento de mídias de todo os tipos.

Dentro desse contexto você e quase todos os brasileiros, exceto os de idade acima de setenta anos e analfabetos, são obrigados a estarem presentes nas urnas sob pena de serem enquadrados na situação exposta acima. Candidatos a cargos executivos e legislativos no Congresso Nacional são financiados minimamente por seus partidos e sub-repticiamente por bancos, construtoras, fornecedoras de materiais, empresas de saúde e quem mais tenha interesse em vender – não raro superfaturando – para os governos.

A maioria da população, ainda deseducada e nada politizada, é um prato cheio para os urubus de plantão sempre dispostos a levar seu quinhão para casa. E provavelmente assim será até que, até que, um dia quem sabe, consigamos nossa alforria e possamos, livre e democraticamente, confirmar se queremos – ou não – eleger alguém para nos representar no Congresso Nacional, palácios governamentais, assembleias estaduais e câmaras municipais.

Quando e se esse dia chegar, “nossos funcionários” poderão ser demitidos por improbidade, incompetência, falta de decoro, formação de quadrilha e todos os demais verbetes encontrados na cartilha da corrupção e malfeitos. Pelo silêncio nas urnas.

Silêncio retumbante e voto consciente!

 

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RAdeATHAYDE