Desde que nascemos somos governados de alguma forma. Primeiro por pais, a seguir por professores, instrutores esportivos muitos e, mais tarde, por chefes nos empregos e até governos. Não nos esqueçamos – com todo o respeito – daqueles cônjuges que se mostram autocráticos depois das juras de amor eterno…

Somos ensinados a seguir regras e preceitos que outros já definiram como certos e melhores para que possamos atingir – julgam eles – a plenitude de uma vida próspera com realização plena. O problema é que com as deformações adquiridas e desenvolvidas por cada um de nós antes de passarmos adiante – com as melhores intenções – nossos “conhecimentos”, o barco já está fazendo água.

Somos, todos, submetidos a enorme pressão durante toda a vida. Fomos criados assim, sem exceção, e contrariamente ao que acontece com os animais, não somos liberados pela sociedade em que vivemos para tocar nossas vidas como bem aprouvermos com liberdade absoluta para enfrentarmos erros e acertos ao nosso estilo. Nos propomos a atingir objetivos – ensinados muitos – que acenam com a promessa de resultados que visam nossa realização plena como indivíduos. Procuramos a independência sem comprometimentos – como se essa fosse possível – e nos frustramos com os verdadeiros voos de galinha que vez por outra sempre acontecem.

Quero crer que nossa maneira de agir e de pensar não deva se pautar por vivências alheias a menos que possam essas perseguir o bem da coletividade.

Voos solos são solitários e arriscados. Mas cada decolagem e aterrissagem bem sucedida nos traz a sensação do dever cumprido ainda que em circunstâncias as mais adversas. Nunca é demais lembrar que nascemos sós e assim iremos fazer a passagem.